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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pepsico compra produtora de água de coco do Brasil

PepsiCo compra produtora brasileira de água de coco Amacoco

A gigante de alimentos PepsiCo anunciou hoje que fechou um acordo para comprar a Amacoco, a maior produtora de água de coco do Brasil, o que a torna líder do setor no país e aumenta sua presença na América Latina.
"A transação reflete o compromisso em longo prazo da PepsiCo de investir no Brasil e em outros mercados importantes da América Latina", afirmou, em comunicado, o presidente do Departamento de Bebidas da PepsiCo na região, Luis Montoya, ao anunciar a operação, cujo valor não foi divulgado.
O acordo fechado pela PepsiCo, que prevê investir mais de US$ 3,3 bilhões na América Latina "nos próximos anos", significa a entrada da companhia no mercado de água de coco e representa mais um passo na transformação em seu setor de bebidas.
A Amacoco produz e vende a água de coco das marcas Kero Coco e Trop Coco, que controlam a maior parte das vendas desta bebida envasilhada no Brasil.
"A Amacoco complementará o negócio atual da empresa e aumentará suas perspectivas futuras na América Latina e fora dela", afirmou o responsável pelo Departamento de Bebidas de PepsiCo no continente americano, Massimo D'Amore.
O diretor afirmou que, "nos Estados Unidos, as vendas deste produto estão experimentando um crescimento extraordinário" e acrescentou que a compra da empresa brasileira "gero o potencial para uma inovação de produtos muito interessante".
O contrato fechado hoje inclui a compra de duas fábricas, uma situada em Petrolina, em Pernambuco, e outra em São Mateus, no Espírito Santo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

UNIÃO EUROPÉIA - FUSÃO ENTRE FIAT E CHRYSLER

União Europeia autoriza fusão entre Fiat e Chrysler
A Comissão Europeia, o órgão executivo da UE (União Europeia), deu sinal verde nesta sexta-feira à montadora italiana Fiat para assumir o controle da americana Chrysler, ao considerar que a operação não prejudicará a concorrência no mercado.
Com a decisão, a comissão abre caminho ao acordo formalizado em junho entre as duas empresas, que permitirá salvar a Chrysler da quebra e dará espaço para a marca italiana entrar no mercado americano.
Segundo os termos do acordo, a Fiat ficará inicialmente com 20% de participação na Chrysler --parcela que pode chegar a 35% se certas metas forem atingidas pela empresa. A Fiat poderá ainda assumir outros 16% até 2016 se os empréstimos feitos pelo governo à Chrysler forem todos pagos, chegando assim a uma participação de 51% --a parcela da Fiat na Chrysler não poderá exceder 49% até que todo o débito da montadora americana com o governo seja quitado.
O novo grupo comprará os ativos rentáveis da velha Chrysler que, no entanto, ficará com a dívida e algumas obrigações com credores, fazendo com que o grupo entre no mercado mais saudável e com novo financiamento.
A análise dos serviços de concorrência do bloco concluiu que as interseções entre as duas companhias são muito limitadas, e por isso a fusão não "mudará significativamente a estrutura competitiva dos mercados de fabricação e fornecimento de veículos de passageiros".
A comissão também examinou a possibilidade de uma integração vertical, levando em conta que a Fiat produz luzes e sistemas de transmissão que vende a outras montadoras, e descartou qualquer problema dadas as atividades da Chrysler e sua pouca presença no mercado europeu --a Chrysler têm 90% de suas atividades na América do Norte através das marcas Chrysler, Jipe e Dodge, e não possui fábricas próprias na Europa.
Já a Fiat tem atividades mais amplas, entre as que figuram a produção e venda de carros (Fiat, Lancia, Alfa Romeo, Abarth, Maserati e Ferrari), mas também de caminhões e veículos industriais (Iveco) e de equipamento agrícola e para a construção (NHC Case New Holland).
O grupo italiano produz também autopeças para a indústria através das marcas FPT Powertrain Technologies, Magneti Marelli e Teksid.
Perdas
A montadora de automóveis italiana Fiat sofreu perdas líquidas de 179 milhões de euros (US$ 254 milhões), uma queda de 22,5% em sua receita, no segundo trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado.
A companhia ressaltou que, no segundo trimestre de 2009, constatou uma "demanda significativamente mais fraca, graças aos reajustes programados nos diferentes níveis produtivos e a uma série de atuações agressivas para contenção dos custos".
Já a Chrysler registrou em junho uma queda de 42% em suas vendas nos Estados Unidos, na comparação com o mesmo mês de 2008.