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quinta-feira, 16 de julho de 2009

SENADO BRASILEIRO

O Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que torna mais rígida a punição nos casos de exploração sexual e prostituição de menores, além de aumentar determinadas penas. A proposta será enviada agora à Câmara dos Deputados. Apresentado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, o texto propõe alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente, na lei de crimes hediondos e na lei de prisão temporária. O relator da matéria, senador José Nery (PSOL-PA), informa em seu parecer que o projeto amplia os casos passíveis de punição ao incluir neles quem aliciar, agenciar, atrair ou induzir crianças ou adolescentes à exploração sexual ou à prostituição.
Ele destaca ainda que a proposta aumenta as penas daqueles que praticarem tais crimes "mediante violência ou grave ameaça" e "de quem tira proveito da exploração ou participa de seus lucros".
Nesse último caso, o texto prevê, como efeito automático da condenação, a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento, além da perda de valores e bens móveis e imóveis utilizados na exploração do menor.
José Nery também informou que o projeto determina pena de reclusão de três a oito anos para quem "se aproveita da vítima [o menor] em situação de exploração sexual, de prostituição ou de abandono".
Ao defender a matéria, o senador argumentou que essas medidas visam "corrigir imperfeições" do Estatuto da Criança e do Adolescente que, segundo ele, impedem que muitos criminosos sejam punidos. Quanto às emendas que apresentou ao texto, ele disse que foram necessárias para "proceder a alguns ajustes no projeto original, a fim de cumprir acordo com o Ministério da Justiça".
LEONARDO A.DE F. OLIVEIRA

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CPI PETROBRAS - 2009


Semana no Congresso terá como destaque a instalação da CPI da Petrobras Parlamentares também votarão a Lei de Diretrizes Orçamentárias.Crise continua dominando o noticiário do Senado.
última semana de trabalhos no Congresso antes do recesso parlamentar, previsto para ser iniciado no dia 18, tem como destaque a instalação da CPI da Petrobras, anunciada para terça-feira (14) no Senado. Na reunião marcada para às 15h deverão ser eleitos o presidente e o relator da comissão parlamentar de inquérito.Depois de um longo período de obstrução, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou na última quinta (9) a disposição da base governista para abrir os trabalhos da CPI. Ele, porém, avisou que o governo não pretende dividir o comando da comissão com a oposição. “O governo vai ficar com a relatoria e a presidência. Não há negociação com a oposição,” disse Jucá, na ocasião. Também na última quinta, o peemedebista afirmou que a instalação da CPI atende a uma “convocação” do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
LDO. Na mesma terça, está prevista a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010, no plenário da Câmara. O texto que será apreciado pelos deputados foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento na semana passada, com a retirada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do cálculo do superávit primário.A medida permitirá que governo federal cumpra as ações do programa sem se preocupar em acumular poupança para pagar juros da dívida pública. Outra alteração no projeto é a possibilidade de os parlamentares apresentarem emendas ao orçamento para obras do PAC.
Crise

Embora haja grande expectativa pela abertura da CPI da Petrobras e pela aprovação da LDO – os parlamentares só poderão entrar em recesso após a apreciação do tema –, os debates sobre a crise do Senado devem continuar dominando o noticiário desta semana. Partidos de oposição defendem o afastamento de Sarney do cargo de presidente da Casa. Ele, no entanto, nega a possibilidade.A crise foi gerada pelas denúncias de atos secretos, irregularidades em nomeações e contratos do Senado. Na última quinta (9), o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou reportagem na qual afirma que a Fundação José Sarney desviou para empresas fantasmas e da família do presidente do Senado dinheiro da Petrobras repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. Em nota, Sarney transferiu aos administradores da fundação a tarefa de prestar esclarecimentos sobre o caso e disse que "não tem responsabilidade sobre a fundação".

No sábado (11), Sarney se defendeu de acusação de que
teria uma conta no exterior em seu nome. Ele disse que vai pedir nesta segunda (13) à Procuradoria-Geral da República que investigue a existência de supostas contas no exterior no nome dele

sábado, 4 de julho de 2009

SARNEY, NADA MUDOU

Sarney determina abertura de processo administrativo contra Agaciel e Zoghbi
Comissão de sindicância os aponta como responsáveis por atos secretos. Outros servidores responderão a processo por terem descumprido normas
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou a abertura de processo administrativo para apurar as responsabilidades do ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e do ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, em relação aos atos secretos do Senado. A determinação decorre da sugestão da comissão de sindicância aberta por Sarney há cerca de duas semanas. A comissão coletou depoimento de funcionários que cuidam do processo de publicação dos atos do Senado e concluiu que Maia e Zoghbi determinaram a omissão de algumas decisões da mesa diretora da Casa. Segundo a sindicância, os dois cometeram crimes de improbidade administrativa e prevaricação. Zoghbi admitiu no depoimento à sindicância que deu ordens para manter alguns atos secretos, sempre respeitando a determinação do diretor-geral. Já Maia diz no depoimento que “não deu ordem nesse sentido para nenhum servidor”. Caso o processo administrativo aponte a culpa dos dois, eles podem sofrer uma advertência, uma suspensão por 90 dias e até a demissão. O relatório da sindicância também diz que nenhum dos servidores admitiu ter recebido ordens de senadores para impedir a publicação dos atos. Franklin Albuquerque Paes Landim (chefe do serviço de publicação do Senado), Jarbas Mamede (substituto de Franklin em sua ausência), Ana Lúcia Gomes de Melo (chefe de gabinete da diretoria de Recursos Humanos), Washington Luiz Reis Oliveira (antecessor de Franklin na chefia de serviço de publicação) e Celso Antônio Martins Menezes (ex-chefe de gabinete de Agaciel) também serão alvos de processo administrativos por terem acatado as ordens de Zoghbi e Maia e descumprido os deveres funcionais. O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse que não acredita que os dois funcionários possam ter omitido todos os atos sozinhos, sem auxílio dos senadores. “Agaciel e Zoghbi são capazes de cometer os crimes que cometeram, mas não são super-homens. Eu não acredito que haja isenção completa de senadores nesse episódio”, disse.