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terça-feira, 17 de novembro de 2009

crise alimentar mundial

CRISE ALIMENTAR MUNDIAL

A crise alimentar mundial, ao contrário do que se imagina, não significa falta de alimento, mas a elevação dos preços dos produtos.
“Jamais houve tantos alimentos no mundo como hoje. O que existe, na verdade, são duas coisas: uma certa elevação dos preços por causa das secas e da redução da produção de alguns produtos, e uma elevação dos preços em função do aumento do petróleo, que interfere no transporte e nas máquinas agrícolas. É um mito de que houve uma crise alimentar por falta de alimentos”.
A elevação dos preços das commodities agrícolas começou em 2007 e a imprensa passou a denominar esse processo de elevação dos preços de crise alimentar.
“Na verdade, não houve uma crise alimentar, mas o que aconteceu nos últimos anos foi um aumento jamais visto da produção.”
Entre as conseqüências da demanda mundial de alimentos e dos seus preços é o surgimento de um número maior de famintos, nos lugares mais pobres do mundo, como a África.Segundo a ONU, o mundo está chegando perto de 1 bilhão de famintos. “Uma contradição curiosa e muito explorada nos vestibulares é esse fato de jamais ter tido tantos alimentos no mundo e, ao mesmo tempo, haver aumento do número de famintos. Isso decorre de uma situação econômica. O poder aquisitivo da população no mundo pobre é baixo. Quem tem dinheiro compra, quem não tem passa fome.”

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Governo reduz percentual da União no pré-sal e fecha acordo com Estados produtores

Depois de mais de três horas de reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou aumentar de 18% para 25% a participação dos Estados produtores na divisão dos royalties com a exploração de petróleo do pré-sal. Os governadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo queriam um percentual de 33%.Com isso, a fatia dos royalties destinada à União caiu de 27% para 19%. De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente Lula determinou que 3% tenham como destino o fundo de combate às mudanças climáticas. Conforme o ministro, os demais Estados, os não produtores de petróleo, terão direito a 22% divididos conforme o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Também ficou acertado que os municípios com instalações de petróleo passarão a receber 3% dos royalties, em vez de 2%. As mudanças serão feitas no relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) sobre o projeto de lei que trata da partilha dos lucros com o pré-sal.
Para o governador do Rio, Sérgio Cabral, o percentual conquistado não é o ideal, mas classificou como o "possível" e que não significará perda de renda ao Estado. "É um jogo de alguma maneira que todos ganham ou perdem. É o jogo da democracia", afirmou Cabral. Já o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, acredita que foi construída uma ponte que equilibra a partilha dos royalties.