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quinta-feira, 4 de março de 2021

RETROCESSO BRASILEIRO, PORQUE SERÁ ?

 


O RETROCESSO NA SOCIEDADE BRASILEIRA 


A população brasileira está muito cansada de várias indecisões e acontecimentos atuais dos governantes, antes não estávamos vivendo essa indecisão de quem será vacinado e se tem ou não vacina para a nossa população, contudo isso em volta os citados acima não   mostram interesse  que estamos vivendo até o momento atual, retrocedendo no tempo, em vez de evoluirmos e ir adiante com medidas impostas pelos mesmos , e assim não cumprem os procedimentos que impuseram para que nossa população cumprisse , para amenizar esse grande problema da pandemia que se evolui a cada dia ,  o nosso país está morrendo aos poucos fato é que somente um estado tem muita gente morrendo em menos de vinte e quatro horas, com números impressionantes. A nossa sociedade não precisa passar por tal provação, uma vez que estamos totalmente na faixa vermelha em quase todos os estados, e o nosso PIB e IDH, estão sendo canalizados e destruindo de uma maneira extraordinária o Brasil, fatos comprovam que o funcionalismo público, não é respeitado em nenhum dos estados brasileiros, ignorando as medidas do presidente e governadores que se acham arrogantes e querem um "melhor para a educação brasileira". Os estudantes de hoje já vivem na versão quatro ponto zero e sabem lidar muito bem mexer com os fatores tecnológicos para alertar os governantes , e ao mesmo tempo não são escutados por causa da sua idade ou até mesmo inexperiência no cargo. Ao embasamento das nossas economias e nossa perspectiva de vida, estão cada vez mais prejudicadas por falta de pulso, as empresas estão se desfazendo do nosso país mais renomadas demitindo assim os seus principais funcionários, já no nosso IDH está cada vez pior, pois, o desinteresse da nossa população que já ganha pouco se encontra em tal situação e não tem apoio dos principais governantes, e sim menosprezo só pensando nos seus direitos em aumentar os custos de cada alimento, álcool que sobre demais para os motoristas, passagens aéreas e terrestres , as hidrovias e ferrovias dentro do nosso país, isso são alguns exemplos que encontramos no nosso cotidiano. A maioria desses fatos fazem com que voltemos no tempo , mais precisamente dos anos sessenta até a década perdida, quando os preços de vários produtos estavam do mesmo jeito de hoje , passando por vários fatores e não menos por vários governantes diferentes no poder brasileiro.O tratamento é tão "excelente" no mundo inteiro que não querem mais investir no nosso país, e sim elevar os preços de importação das peças do que precisamos para realçar a nossa tecnologia e mesmo assim , o nosso país exporta por um baixo custo para seus companheiros que precisam da nossa ajuda, sendo no setor terciário o mais importante para a nossa sociedade, que depende desses produtos ficando assim sempre com os resquísios de segunda mão, elevando os preços para todos os lados. O Brasil que fundou os Blocos do Mercosul e Brics, não está sendo mais reconhecido internacionalmente, tanto é que o nosso país ficou fora do Brics em uma reunião importante, isso se deve e muito as decisões incorretas e incoerentes do nosso presidente da República, uma vez que rejeita os diversos tratados ou até mesmo o revogam nesse nosso mundo globalizado e agilizado hoje em dia, e a nossa dependência fica nas mãos desses incoerentes governantes, a população não aguenta mais esse tipo de atitude e mesmo assim resiste como sempre, e  isso já vem há mais de quinhentos anos atrás e a nossa postura não muda nunca. Porque será que a nossa nação não toma uma atitude para esse tipo de governantes, independe seja ele qual for , presidente, governador ou até mesmo os prefeitos, e não menos importante os seus secretários que tem de abaixar a cabeça quando está certo na sua análise, porém tem governante forçando que diz "A decisão é pessoal dele, e não da gestão", forçando ao mesmo rever a sua declaração forçadamente, o nosso país está quebrado financeiramente e vamos virar uma Venezuela ou coisa pior , senão recuperarmos a nossa economia de um jeito normal, e fazer com que o nosso IDH não fique em uma posição muito feia entre os quase duzentos países, vergonha nacional.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

BRASIL X ECONOMIA


A balança comercial é um termo econômico que representa as importações e exportações de bens entre os países. Dizemos que a balança comercial de um determinado país está favorável, quando este exporta (vende para outros países) mais do que importa (compra de outros países). Do contrário, dizemos que a balança comercial é negativa ou desfavorável. A balança comercial favorável apresenta vantagens para um país, pois atrai moeda estrangeira, além de gerar empregos dentro do país exportador.O Grupo dos 20 (ou G20) é um grupo de países criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa a favorecer a conservação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países. O grupo reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, que juntos compreendem 85% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população

AS REGIÕES DA ONU------Nesta etapa, veremos os três conceitos fundamentais da ciência econômica:
PIB - PRODUTO INTERNO BRUTO - soma de todos os bens e serviços produzidos durante o ano nos limites territoriais de um país, independentemente da origem dos recursos utilizados.
PNB - PRODUTO NACIONAL BRUTO - bens e serviços produzidos por fatores de produção nacional, independentemente do território econômico.
RENDA PER CAPITA - resultado da renda total pela população do país (pode ser medida em PIB per capita ou em PNB per capita)
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - foi criado pelo PNUD ( Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ) para avaliar o nível de desenvolvimento humano dos países, utilizando como critérios quatro indicadores:- expectativa de vida;- alfabetização de adultos;-taxa bruta de matrícula;- PIB per capita em dólares.Dessa forma, o país que apresentar melhoria nesses índices aparecerá entre os que de fato estão em desenvolvimento.O IDH varia de 0 a 1.Países com IDH entre ; - 0 e 0,499 - têm um desenvolvimento humano considerado baixo,- 0,500 e 0,799 - são considerados de médio desenvolvimento humano,
- superior a 0,800 - desenvolvimento humano alto ou elevado.
A 1ª posição no Ranking do IDH é a Islândia - 0,968.Já o Brasil, (acreditem se quiser...) de acordo como Relatório de Desenvolvimento Humano 2007-2008, ocupa o 70ª, com o IDH de 0,800.O último colocado 177ª é Serra Leoa, 0,273.

O CONFLITO NORTE E SUL-----A grande parte dos países com as mais elevadas taxas de emissões de CO2 em toneladas /habitantes, está concentrada no Norte.Os Estados Unidos, maior emissor de gás carbônico não aderiu ao Tratado de Kyoto (Tratado internacional sobre redução de emissão de gases do efeito estufa), pois queria que os países em desenvolvimento fossem inclusos.Os impasses que se desenvolvem desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio-92, na qual foi firmada a "Convenção sobre Mudanças Climáticas", ou seja, o compromisso entre os países membros da ONU de reduzir as emissões de gases que contribuem para o "efeito estufa".

O BRASIL E A ECONOMIA GLOBAL : MERCADOS INTERNACIONAIS----A balança comercial é um termo econômico que representa as importações e exportações de bens entre os países. Dizemos que a balança comercial de um determinado país está favorável, quando este exporta (vende para outros países) mais do que importa (compra de outros países). Do contrário, dizemos que a balança comercial é negativa ou desfavorável. A balança comercial favorável apresenta vantagens para um país, pois atrai moeda estrangeira, além de gerar empregos dentro do país exportador.O Grupo dos 20 (ou G20) é um grupo de países criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa a favorecer a conservação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países. O grupo reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, que juntos compreendem 85% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população

REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL-----Regionalização significa dividir em regiões ou grupo de países, levando em conta as diferenças e semelhanças das diversas áreas, baseando-se nas variedades paisagísticas naturais ou na organização socioeconômica. Os espaços geográficos grandes ou pequenos podem ser regionalizados, como no caso de um bairro, dividindo-o em áreas residenciais, industriais e comerciais. Podemos ainda identificar o mundo inteiro por regiões desenvolvidas e subdesenvolvidas. Os países do mundo podem ser classificados e agrupados em função de sua renda nacional per capita, como adotado pelo Banco Mundial, resultando em uma regionalização representando as economias classificadas como "baixa renda" e "média renda" (países em desenvolvimento) que inclui 152 países com culturas e níveis de desenvolvimento diferentes. Nos dias atuais, a regionalização mais importante é a que inclui a famosa divisão "NORTE - PAÍSES DESENVOLVIDOS, RICOS" E "SUL PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO,POBRES".



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Imigração para os EUA


8 gráficos que mostram quem são os imigrantes que se mudaram para os EUA
Os EUA são um país formado por ondas de imigração - ainda assim, em muitos capítulos de sua história, houve controvérsia em relação aos recém-chegados.
Um olhar mais atento àqueles que escolheram viver no país revela as grandes mudanças que ocorreram ao longo do tempo e a contribuição dada pelos imigrantes.

Moradores dos EUA nascidos no exterior

Gráfico da população dos EUA nascida no exterior 1850 - 2017
Os Filhos da Nação
Quase 14% da população atual dos EUA nasceu no exterior. O percentual representa um aumento acentuado em relação à baixa histórica registrada em 1970, quando chegou a menos de 5%, mas é aproximadamente o mesmo que vigorou de 1870 a 1910.Após uma onda de desembarques da Europa no fim do século 19, a imigração caiu drasticamente - de cerca de um milhão por ano em 1910 para apenas 165 mil em 1924. Isso foi resultado em grande parte da limitação no número de imigrantes de determinados países, mas a turbulência econômica da Grande Depressão e as duas guerras mundiais também desempenharam um papel importante.Na segunda metade do século 20, as cotas aumentaram e políticas destinadas ao reagrupamento familiar foram introduzidas. Em 1986, foi concedida anistia a muitas pessoas que viviam ilegais nos EUA.Hoje, a população nascida no exterior varia muito de acordo com a região do país - vai de menos de 5% em partes do sudeste e centro-oeste, a mais de 20% em Estados como Califórnia, Flórida, Nova Jersey e Nova York.
Gráfico mostra as taxas de crescimento populacional por local de nascimento dos pais

Embora o número de imigrantes que chegam agora aos EUA seja apenas metade do observado por volta de 1900, o percentual total da população nascida no exterior é semelhante.Nos Estados Unidos, a crescente proporção de imigrantes na população não se deve simplesmente à chegada de mais pessoas, mas também à queda na taxa de natalidade entre os nativos.Desde a década de 1960, a média de filhos por mulher nos EUA caiu de 3,7 para 1,8. Isso levou a uma queda no número de pessoas consideradas no auge da idade ativa para trabalhar (de 25 a 54 anos) que são filhos de pais nativos.
Em contraste, a população de imigrantes e seus filhos continuou a crescer.

O status legal dos imigrantes

Gráfico da população nascida no exterior por status legal
A maioria dos imigrantes dos EUA está no país legalmente.
De acordo com dados de 2014, 44% da população nascida no exterior tem cidadania americana. Outros 27% possuem green card - o que faz deles residentes permanentes legais - e 4% são residentes temporários com autorização para morar no país.Cerca de um em cada quatro imigrantes, ou 11,1 milhões de pessoas, vive no país sem autorização legal. Este percentual caiu, após uma queda acentuada na imigração não autorizada de cerca de 500 mil por ano no início dos anos 2000 para aproximadamente zero desde 2009.Cerca de 75% dos imigrantes ilegais vivem nos EUA há mais de 10 anos. Menos de um em cada cinco tem até 24 anos - e três em cada quatro têm idades entre 25 e 54 anos.Aproximadamente 800 mil pessoas que entraram nos EUA quando crianças buscam status legal temporário. São os chamados "sonhadores", cujo status legal foi questionado pelas mudanças políticas introduzidas pelo governo Trump.

De onde são os imigrantes

População nascida no exterior por local de origem
Hoje, a maioria dos imigrantes que chega aos EUA vem da América Latina ou da Ásia - uma grande mudança em relação a um século atrás, quando a maioria chegava da Europa.De acordo com dados de 2017, 27% dos residentes nascidos no exterior são do México, em comparação com menos de 2% em 1910. Outros 17% são de outros países da América Latina, incluindo El Salvador e Cuba.Quase um em cada três imigrantes dos EUA é proveniente de países asiáticos, sendo a Índia e a China responsáveis pela maior parcela - 6,5% e 4,7% de todos os imigrantes, respectivamente.
Ao mesmo tempo, um em cada dez imigrantes era da Europa, contra nove de cada dez em .População estrangeira por local de origem, 2010
Embora as procedências tenham mudado, a tendência é que os imigrantes venham de lugares mais pobres que os EUA, pois as pessoas costumam buscar melhores condições de vida. A renda per capita em 1910 na Itália era cerca de um terço da dos EUA, como é o caso do México hoje.

Educação dos imigrantes

Uma das formas mais claras de analisar a diversidade na imigração é observando a variação nos níveis de escolaridade.Os imigrantes são mais propensos a ter mestrado ou doutorado do que os filhos de pais nativos. No entanto, quase um em cada quatro imigrantes não completou o ensino médio - em comparação com cerca de uma em cada 20 pessoas nascidas nos EUA.
Gráfico sobre nível de escolaridade
No entanto, os imigrantes dos EUA tendem a ser mais qualificados do que seus pares que não deixaram a terra natal.Isso pode ser explicado pela limitada rede de segurança social disponível para aqueles que têm poucas perspectivas, pelas possibilidades melhores para imigrantes altamente qualificados e pelo custo relativamente alto para muitos chegarem aos EUA.Independentemente da formação dos pais, filhos de imigrantes costumam atingir resultados educacionais semelhantes aos dos filhos de nativos.

Imigrantes na economia

Gráfico da contribuição de um residente adicional
Os imigrantes contribuem diretamente para o crescimento econômico - aumentando a população e a demanda por bens e serviços.Conceder cidadania a imigrantes sem autorização e permitir mais imigrações elevaria o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) - valor total de bens e serviços produzidos - em 0,33 ponto percentual na próxima década, estima o Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA. Em contrapartida, a expulsão de imigrantes ilegais reduziria o crescimento em 0,27 ponto percentual ao ano.Isso é significativo quando se trata de crescimento econômico nacional. Um investimento em infraestrutura de US$ 1,5 trilhão em 10 anos pode impulsionar o PIB em 0,1 a 0,2 pontos percentuais ao ano.Os imigrantes também contribuem para o crescimento econômico de maneira indireta.Embora correspondam a apenas 18% dos trabalhadores com mais de 25 anos, são responsáveis ​​por 28% das patentes de alta qualidade - um sinal de progresso tecnológico subjacente, ligado à produtividade e ao crescimento econômico.A produção na economia é maior e cresce mais rapidamente quando há mais imigrantes, pois eles colaboram para aumentar o número de trabalhadores e a produtividadeOs profissionais imigrantes foram responsáveis ​​por 39% da alta de empregos na área de ciência, tecnologia, engenharia e matemática - chegando a 29% de todos os trabalhadores neste setor - em 2010.

No entanto, eles são mais propensos a ser contratados no setor de serviços, como chefs, empregados domésticos e auxiliares de enfermagem.
Gráfico sobre profissão de migrantes
Os imigrantes também tendem a ter um impacto positivo nas finanças dos EUA - pagando mais impostos do que recebem em serviços do governo, quando comparados aos profissionais nativos.É particularmente impressionante que, entre trabalhadores pouco qualificados, os imigrantes tenham uma probabilidade maior de estar empregados e uma chance menor de receber benefícios do governo do que os nascidos nos EUA.Desde o início da história dos EUA, os imigrantes têm sido parte integrante do tecido que une a economia e a sociedade americana.Entender quem eles são e o papel que desempenham no país pode ajudar a pautar o debate em torno daqueles que vão morar no país nos próximos anos.

Sobre este artigo

Esta análise foi encomendada pela BBC a especialistas que trabalham para uma organização externa.Jay Shambaugh é diretor do The Hamilton Project e pesquisador sênior em estudos econômicos na Brookings Institution. Ryan Nunn é diretor de políticas do The Hamilton Project e pesquisador de estudos econômicos na Brookings Institution. Kriston McIntosh é diretor administrativo do The Hamilton Project.Esta análise é baseada no artigo A dozen facts about immigration, de autoria deles.A Brookings Institution é uma organização de políticas públicas sem fins lucrativos, que conduz pesquisas que levam a novas ideias para a solução de problemas enfrentados pela sociedade.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Real forte e crise derrubam exportações

Real forte e crise derrubam exportações da indústria em 24% no ano


As exportações da indústria manufatureira acumularam queda de 24,1% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008, "a maior redução desde os anos 1980", segundo o diretor do Derex (Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. Considerando a indústria geral, a queda é de 18,5%.

De acordo com ele, a diminuição nas vendas externas do país tem acontecido por dois fatores: a recessão nas principais economias mundiais e o real cada vez mais valorizado frente ao dólar.

Como as transações com outros países são feitas em dólar, quando a cotação da moeda cai, o volume vendido ao exterior também se reduz. Além disso, com a recessão, muitos países diminuíram sua demanda por produtos industrializados.

Dados do Derex divulgados nesta terça-feira apontam que a participação das exportações no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caíram de 22,9% no segundo trimestre para 21,3% no terceiro, enquanto as importações subiram de 18,1% para 19%. No terceiro trimestre do ano passado os coeficientes eram de 22,5% e 21,3%, respectivamente.

Giannetti afirmou que o câmbio valorizado é ruim para a indústria do país porque, além de reduzir o volume das exportações, aumenta a compra de produtos importados, que ficam mais baratos, reduzindo a competitividade brasileira. "Os números preocupam e exigem um esforço coletivo", disse.

Segundo ele, se o câmbio continuar nesses patamares, em 2011 o Brasil voltará a ter deficit comercial. Para o diretor do Derex, o patamar equilibrado para a taxa seria entre R$ 2,00 e R$ 2,20.

Ele defendeu uma intervenção maior do governo no câmbio, afirmando que a taxação de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital estrangeiro é apenas uma "pincelada". Para Giannetti, a alíquota deveria ficar entre 7% e 10% e ser acompanha de outras medidas para combater a especulação no mercado brasileiro.

"O mercado financeiro é quem pressiona o câmbio. O Brasil é neste momento um palco extremamente atrativo para investimentos", afirmou. Ele ressaltou, porém, que estes investimentos tem de ser de qualidade. "Investimentos em renda fixa não interessam ao Brasil, não agregam nada", disse.

Giannetti afirmou que o saldo comercial brasileiro --diferente as exportações e as importações-- deve ficar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões em 2010, muito abaixo do esperado para este ano, de US$ 25,2 bilhões, segundo o último boletim Focus, do Banco Central.

Com essa queda, segundo ele, o Brasil deixaria de crescer entre 1,5% e 2% no ano. "Estão dizendo que nós vamos crescer 5% em 2010. E isso é bom. Mas poderia ser 7%", disse.