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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Governo Federal - Gripe Suína

O Governo Federal gastou menos de um décimo do dinheiro separado para o combate da Influenza A (H1N1) - a gripe suína - no país.No dia 20 de maio de 2009, foram anunciados R$ 129,5 milhões para a prevenção de uma pandemia do vírus -verbas liberadas através da Medida Provisória 463. Mas até o dia 3 agosto, somente R$ 11,9 milhões (ou 9,2%) haviam sido efetivamente gastos.O Ministério da Saúde é o responsável pela maior parte do dinheiro (R$ 102,4 mi). Segundo a assessoria do ministério, a demora nos gastos ocorre porque "a execução dos recursos leva em conta os diferentes cenários e as necessidades geradas pelo comportamento da doença".A pasta ainda argumenta que a maior parte dos recursos já está comprometida com os gastos. Segundo dados do ministério, R$ 68 milhões estão empenhados - ou seja, já tem destino e objetivos certos, mas falta a efetiva prestação do serviço para que o governo pague o valor ao prestador.
Mais sobre o vírus

Aprender a identificar os estados gripais e desvendar os mitos sobre a gripe suína pode ajudar a controlar a ansiedade que a doença vem provocando.

Gripe e resfriado têm as mesmas causas e sintomas parecidos

FALSO - As gripes comuns são causadas pelo vírus influenza A, B ou C, que infectam as vias aéreas (nariz, garganta e pulmões). Os sintomas podem ser: indisposição, febre alta (persistente de 3 a 5 dias), tosse, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, coriza, fadiga e mal-estar generalizado. Em alguns casos, pode haver náuseas, vômito e diarreia. Nos resfriados, a febre é baixa ou ausente e ocorre de 2 a 4 dias. Em geral, são causados por rinovírus (existem mais de 100 deles), parainfluenza (4 tipos), adenovírus (50 tipos) e coronavírus (4 tipos humanos), entre outros. Na gripe suína, os sintomas são similares aos das gripes comuns, mas, de um modo geral, a vítima não apresenta coriza e pode ter mais náuseas e vômito.

Tomar vitamina C previne a gripe suína

FALSO - Tomar vitamina C não previne a gripe suína. A falta dessa vitamina tem relação com a gripe porque níveis alterados desse nutriente podem levar a alterações do sistema imunológico. Assim, seu uso é indicado somente para situações onde há deficiência desse nutriente, cuja falta prejudica não só o desempenho do organismo na defesa contra a influeza A, como para outras doenças. Entretanto, não existe comprovação de que, em organismos bem nutridos, a vitamina C traga benefícios extras. Ao contrário, seu consumo indiscriminado pode até trazer efeitos tóxicos para o indivíduo. Por isso, a dosagem ideal deve ser indicada por um médico.

Tomar chá de alho, hortelã ajuda a aplacar a gripe suína

PARCIALMENTE VERDADEIRO - Ainda não existem evidências científicas de que o consumo dessas ervas possam ter efeitos protetivos contra a gripe suína. Mas, especialistas em medicina natural afirmam que o alho é útil nas infecções do aparelho respiratório e suas propriedades combatem a proliferação de vírus. Se consumido junto como complemento ao tratamento convencional, pode ter serventia. Quanto à hortelã, trata-se de um brando germicida natural utilizado para alívio de incômodos do aparelho digestivo, conferindo mero efeito refrescante para o aparelho respiratório.

Os medicamentos usados contra gripe suína podem gerar resistência


VERDADEIRO - Os remédios utilizados para a gripe suína agem inibindo a disseminação do vírus, que tem capacidade de mudar e se adaptar, criando mecanismos de reprodução imprevisíveis, podem gerar resistência.
Pegar vento ou andar descalço pode predispor à gripe suína
PARCIALMENTE VERDADEIRO - A exposição ao frio ou calor excessivo pode prejudicar várias funções do corpo, podendo causar alterações metabólicas, incluindo modificações nas condições das defesas imunológicas. Um exemplo disso é a mudança brusca do tempo, que predispõe a quadros alérgicos com aparecimento de secreção: se a pessoa se expõe ao vírus, com alteração anatômica e funcional das mucosas do trato respiratório (pelo quadro alérgico), terá maior dificuldade para se defender do vírus.
Se alguém pegar o vírus ficará imune à doença, mesmo que ela se manifeste em uma eventual segunda onda
FALSO - Uma vez infectada, a pessoa fica imune ao vírus e, portanto, não ocorrerá a reincidência da doença. Mas se esse mesmo vírus vier a sofrer mutações, gerando uma segunda onda de contágio, o indivíduo não estará imune à versão mutante.
O vírus pode ficar incubado ao longo da vida e pode se manifestar no futuro
FALSO - O H1N1 não causa esse tipo de fenômeno.
Obesidade pode aumentar a predisposição ao vírus
VERDADEIRO - Estudo realizado na Califórnia revelou que 2/3 dos pacientes diagnosticados com a gripe suína, tinham doenças crônicas como asma, obstrução pulmonar, imunodeficiência, doença cardíaca (congênita ou coronária) e diabetes. A grande surpresa foi ter identificado entre elas a obesidade, que se cogita incluir no rol das condições de risco. Acredita-se que o excesso de peso na região abdominal comprima o pulmão, agravando os sintomas da doença.

domingo, 9 de agosto de 2009

Advertencia - Gripe Suína RS

Rio Grande do Sul confirma mais 11 mortes provocadas pela gripe suína
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou na noite deste sábado mais 11 mortes por causa pela gripe suína, conhecida como Influenza A (H1N1). As novas mortes foram diagnosticadas por exames realizados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O Estado já registra 44 mortes provocadas pela doença.
Dentre as vítimas, uma gestante de 33 anos, que morreu em Alegrete, no dia 22 de julho. No dia 23 de julho foram registrados três casos: um índio de 49 anos que vivia em uma aldeia e era pneumopata crônico -- sofria de uma doença pulmonar-- em Santa Maria, e duas mulheres sem doenças preexistentes, uma em São Borja e a outra de Passo Fundo.
No dia seguinte (24), morreu um homem obeso de 38 anos que morava em Uruguaiana. Em 27 de julho, foi a vez de um soldador do Rio Grande de 24 anos e sem nenhuma doença aparente. No dia 30 de julho, foi registrada a morte de um aposentado obeso de 37 anos em Alegrete, de uma menina de 9 anos em Novo Hamburgo que tinha meningomielocele --uma doença neurológica-- e de outra gestante de 35 anos, dona de casa de Cruz Alta. Em Uruguaiana, morreu uma dona de casa de 48 anos no dia 31 de julho. E a última morte foi registrada na última terça-feira (3), um auxiliar de frigorífico de 30 anos, em Passo Fundo.
Com estes novos casos divulgados pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, o número de mortos no Brasil passa para 181 pessoas.
Outros casos
A Secretaria Municipal de Saúde de Maringá (PR) confirmou neste sábado mais uma morte em decorrência da gripe suína. Uma mulher de 24 anos que teve bebê há poucos dias.
Segundo o secretário de Saúde do município, Antônio Carlos Nardi, a mulher não tinha nenhum histórico de doença preexistente. Ela estava internada em uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da cidade há vários dias em estado grave e morreu na tarde de ontem (7).
Hoje pela manhã a Secretaria Estadual de Saúde de
Santa Catarina também confirmou mais duas mortes. As vítimas são mulheres e não estavam grávidas.
Ontem, as secretarias de Saúde de
São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul divulgaram a confirmação de, ao todo, mais 26 mortes. Em São Paulo, o número de óbitos chegou a 69 --o Estado tem o maior número de vítimas do país.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).