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sábado, 16 de fevereiro de 2019

ESSE É O NOSSO PAÍS


O governo federal atual está sinceramente sem ideologia histórica do nosso próprio país.
Haja visto que este link a seguir o  Secretário do Meio Ambiente sabe como lidar com o progresso do nosso país incluindo nessa pasta.
Não acertaram em dois casos importantes em Minas Gerais, o caso de Mariana e Brumadinho, não se foi feito nada para mudar e proteger o meio. Tem de se investigar quem realmente está autorizando essas construções em lugares que não tem fiscalização e principalmente em suas licenças,verificar se os construtores e seus funcionários não está funcionando, e esse mal funcionamento somente vem a utilizar o nome de uma grande empresa como a Vale, já que essa política pública irá desenvolver um enorme erro e com isso passa impune por qualquer documentação seja ela federal ou pública devido ao seu nome, já que vale muito um tamanho dessa empresa no mercado internacional.
Como há havia dito no começo, esse link representa o que o nosso Secretário do Meio Ambiente sabe sobre a nossa história, no meu ponto de vista ele tem de estudar melhor quem foi tal pessoa para poder falar alguma coisa, caso não tenha conhecimento dessa pessoa não fale o que não se sabe sobre a mesma, e ainda por cima critica um órgão mundial sem saber o porque,causas e razões que a pessoa foi eleita por ela como um ambientalista responsável que desejava cada vez mais o progresso da nossa fauna e flora. É uma vergonha o que esse vídeo mostra a respeito dessa pessoa, e de quem o colocou nessa pasta tão importante para o nosso desenvolvimento , o nosso Meio Ambiente.






https://www.youtube.com/watch?v=IBzKuyqrcAA

quarta-feira, 30 de maio de 2018

População Mundial - Link: O Globo


População mundial vai crescer 53% e chegar a 11,2 bilhões em 2100, diz relatório da ONU

Estudo demográfico prevê que a Índia vai ultrapassar a China e se tornar o país mais populoso até 2022



Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/populacao-mundial-vai-crescer-53-chegar-112-bilhoes-em-2100-diz-relatorio-da-onu-17003177#ixzz5GyXdG0q1 
stest 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Banda larga no Brasil é a 2ª mais cara entre 15 países, diz pesquisa

O preço médio da banda larga no Brasil é um dos que mais pesam no bolso do consumidor, considerando a relação entre o valor cobrado por 1 Mbps (megabit por segundo) e a renda da população. É o que mostra um levantamento feito com 15 países.
O brasileiro precisa trabalhar 5,01 horas por mês para se conectar à rede de banda larga fixa de 1 Mbps. O país só perde para a Argentina, onde são necessárias 5,15 horas. O Japão aparece na última posição do ranking: naquele país, a população precisa trabalhar 0,015 hora para pagar pelo acesso.

HORAS DE TRABALHO PARA PAGAR INTERNET POR MÊS

POSIÇÃOPAÍSPREÇO DE 1 MBPS (EM US$) POR MÊSRENDA PER CAPITA POR HORA (EM US$)HORAS PARA PAGAR INTERNET
Argentina468,925,15
Brasil25,065,005,01
África do Sul19,045,573
Chile23,048,52,71
Polônia13101,3
Portugal10,99120,91
Canadá6,5200,32
Holanda4,31220,2
Finlândia2,77190,14
10ºEstados Unidos3,33250,13
11ºNoruega4,04320,12
12ºFrança1,64180,09
13ºSuécia0,63210,03
Coreia do Sul0,45150,03
15ºJapão0,27180,015

O levantamento foi feito pelo economista e professor da FGV Samy Dana em parceria com o graduando em Economia pela UFV-MG (Universidade Federal de Viçosa) Victor Candido.
Os cálculos foram feitos com base nos dados do relatório The State of the Internet (da consultoria Akamai) e do Internet World Stats Broadband Penetration (do Internet World Stats). Para se chegar à renda média per capita de cada país, foram usados dados do Banco Mundial.
Segundo esses dados, o preço médio do acesso no Brasil a uma velocidade de 1 Mbps é de US$ 25,06, ou cerca de R$ 50,52 por mês segundo a cotação do último dia 10 de maio. Considerou-se uma renda média por hora, per capita, de US$ 5, ou R$ 10,08.
Para efeito de comparação, no Japão, o valor médio cobrado pelo acesso à internet é de US$ 0,27, ou R$ 0,55. Como a renda média per capita recebida por hora lá é mais alta (US$ 18, ou R$ 36,32), a quantidade de horas de trabalho necessárias para se fazer o acesso é bem menor.
Na pesquisa, foram selecionados países que lideram o acesso à internet no mundo, entre nações desenvolvidas e emergentes.

Muitos tributos e pouca concorrência

Para o economista Samy Dana, o alto preço cobrado no Brasil tem relação com a alta carga tributária: enquanto o país paga 40% de impostos sobre os serviços de banda larga, no Japão os tributos representam 5% do preço.
"De um lado, existe um governo que tributa muito. Por outro lado, o setor tem poucas empresas, o que faz com que a concorrência seja pequena para a dimensão que o país tem. Um setor de pouca competição e com regulação ineficiente deixa o consumidor refém do preço. O resultado é um serviço ruim e caro, que acaba sendo um entrave para o desenvolvimento do país", diz o economista.

Preço caiu 68% desde 2008

O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, questiona a comparação com países como o Japão.
"O brasileiro também gasta mais tempo para comprar um automóvel ou um iPad do que um japonês. Mas pesquisas mostram que o preço da banda larga fixa caiu 68% desde 2008 no Brasil", afirma. "Se o serviço fosse tão caro, não haveria tanta gente usando."
Levy afirma que a cobrança de acesso a uma velocidade de 1 Mbps por US$ 25,06, ou pouco mais de R$ 50, não é realidade no país, sobretudo por causa das promoções feitas pelas empresas.
A associação cita dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), organismo da ONU, que mostram que o brasileiro gasta, em média, US$ 17,22 ao mês com banda larga, ou R$ 34,86. No Japão, segundo a UIT, o gasto médio mensal é de US$ 24,41, ou R$ 49,41. A pesquisa da UIT não fala em velocidade (considera apenas o valor mensal para fazer um download de 1 Gigabyte).
Os realizadores do estudo dizem que o valor usado é uma média geral, considerando cidades de todos os portes.

Internet 3G: veja o que atrapalha e o que ajuda a captar o sinal13 fotos

8 / 13
PARCIAMENTE VERDADE - O caso da panela lembra outra gambiarra, aquela que usa um pote vazio de batatas Pringles em volta da antena do roteador Wi-Fi. ""Dependendo da situação, a panela pode funcionar como antena adicional, concentrando os feixes radioelétricos e dando a impressão de sinal melhor"", explica Zanateli. Mas a solução caseira pode não dar certo, principalmente se no local houver barreiras ao sinal, frisa Bottesi. ""O sinal que o celular tem de enviar à antena pode ser prejudicado também. Só testes em laboratório comprovariam a eficácia disso""

sexta-feira, 12 de março de 2010

A questão étnico cultural


ORIENTE MÉDIO - A QUESTÃO DA PALESTINA



SANTO SEPULCRO




MESQUITA DE ROCHAS



MURO DAS LAMENTAÇÕES




No início da década de 1990, com a desmontagem da velha ordem mundial baseada na bipolarização, chegou-se a pensar que o mundo entraria em um período de paz e solidariedade entre os povos. O que não aconteceu. Período esse conhecido como a nova "Desordem Mundial", que ocorreu após o término da Guerra Fria e o fim do conflito Leste-Oeste.
A partir desse momento os conflitos deixaram de ser ideológicos (capitalismo x socialismo) e passaram a ser influenciados por questões separatistas, religiosas e étnicas.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe. A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes:
-um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.

Os principais acontecimentos :

1947 – A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados – um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes.
1948 – Os Judeus proclamam o Estado de Israel, provocando a reação dos países árabes. Primeira Guerra Árabe-Israelense. Vitória de Israel sobre o Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano e ampliação do território israelense em relação ao que fora estipulado pela ONU. Centenas de milhares de palestinos são expulsos para os países vizinhos. Como territórios palestinos restaram a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ocupadas respectivamente por tropas egípcias e jordanianas.
1956 – Guerra entre Israel e o Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado.
1964 – Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja pretensão inicial era destruir Israel e criar um Estado Árabe Palestino. Utilizando táticas terroristas e sofrendo pesadas retaliações israelenses, a OLP não alcançou seu objetivo e, com o decorrer do tempo, passou a admitir implicitamente a existência de Israel.
1967 – Guerra dos Seis Dias. Atacando fulminantemente em três frentes, os israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados pelos palestinos) e tomam a Península do Sinai ao Egito, bem como as Colinas de Golan à Síria.
1970 – “Setembro Negro”. Desejando pôr fim às retaliações israelenses contra a Jordânia, de onde provinha a quase totalidade das incursões palestinas contra Israel, o rei Hussein ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Centenas deles são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Líbano.
1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Aproveitando o feriado religioso judaico, Egito e Síria atacam Israel; são porém derrotados e os israelenses conservam em seu poder os territórios ocupados em 1967. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo.
1977 – Pela primeira vez, desde a fundação de Israel, uma coalizão conservadora (o Bloco Likud) obtém maioria parla mentar. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, inicia o assentamento de colonos judeus nos territórios ocupados em 1967.
1979 – Acordo de Camp David. O Egito é o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Este, em contrapartida, devolve a Península do Sinai ao Egito (cláusula cumprida somente em 1982). Em 1981, militares egípcios contrários à paz com Israel assassinam o presidente Anwar Sadat.
1982 – Israel invade o Líbano (então em plena guerra civil entre cristãos e muçulmanos) e consegue expulsar a OLP do território libanês. Os israelenses chegam a ocupar Beirute, capital do Líbano. Ocorrem massacres de refugiados palestinos pelas milícias cristãs libanesas, com a conivência dos israelenses.
1985 – As tropas israelenses recuam para o sul do Líbano, onde mantêm uma “zona de segurança” com pouco mais de 10 km de largura. Para combater a ocupação israelense, forma-se o Hezbollah (“Partido de Deus”), organização xiita libanesa apoiada pelo governo islâmico fundamentalista do Irã.
1987 – Começa em Gaza (e se estende à Cisjordânia) a Intifada (“Revolta Popular”) dos palestinos contra a ocupação israelense. Basicamente, a Intifada consiste em manisfestações diárias da população civil, que arremessa pedras contra os soldados israelenses. Estes freqüentemente revidam a bala, provocando mortes e prejudicando a imagem de Israel junto à opinião internacional. Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos. A Intifada termina em 1992.
1993 – Com a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, firmam em Washington um acordo prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, com autonomia administrativa e policial em alguns pontos do território palestino. Prevê-se também a progressiva retirada das forças israelenses de Gaza e da Cisjordânia. Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo. Mas duas organizações extremistas palestinas (Hamas e Jihad Islâmica) opõem-se aos termos do acordo, assim como os judeus ultranacionalistas.
1994 – Arafat retorna à Palestina, depois de 27 anos de exílio, como chefe da Autoridade Nacional Palestina (eleições realizadas em 1996 o confirmam como presidente) e se instala em Jericó. Sua jurisdição abrange algumas localidades da Cisjordânia e a Faixa de Gaza – embora nesta última 4 000 colonos judeus permaneçam sob administração e proteção militar israelenses. O mesmo ocorre com os assentamentos na Cisjordânia. Na cidade de Hebron (120 000 habitantes palestinos), por exemplo, 600 colonos vivem com o apoio de tropas de Israel. Nesse mesmo ano, a Jordânia é o segundo país árabe a assinar um tratado de paz com os israelenses.
1995 – Acordo entre Israel e a OLP para conceder autonomia (mas não soberania) a toda a Palestina, em prazo ainda indeterminado. Em 4 de novembro, Rabin é assassinado por um extremista judeu.
1996 – É eleito primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, do Partido Likud (antes denominado Bloco Liked), que paralisa a retirada das tropas de ocupação dos territórios palestinos e intensifica os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em meio à população predominantemente árabe. O processo de pacificação da região entra em compasso de espera, ao mesmo tempo em que recrudescem os atentados terroristas palestinos. Em Israel, o primeiro-ministro (chefe do governo) é eleito pelo voto direto dos cidadãos.
1999 – Ehud Barak, do Partido Trabalhista (ao qual também pertencia Yitzhak Rabin), é eleito primeiro-ministro e retoma as negociações com Arafat, mas sem que se produzam resultados práticos.
2000 – Israel retira-se da “zona de segurança” no sul do Líbano. Enfraquecido politicamente, devido à falta de progresso no camiho da paz, e também devido às ações terroristas palestinas (não obstante as represálias israelenses), Barak renuncia ao cargo de primeiro-ministro. São convocadas novas eleições, nas quais ele se reapresenta como candidato. Mas o vencedor é o general da reserva Ariel Sharon, do Partido Likud, implacável inimigo dos palestinos. Pouco antes das eleições, começa nos territórios ocupados uma nova Intifada.
2001 – Agrava-se o ciclo de violência: manifestações contra a ocupação israelense, atentados suicidas palestinos e graves retaliações israelenses. Nesse contexto, Yasser Arafat, já septuagenário, parece incapaz de manter a autoridade sobre seus compatriotas ou de restabelecer algum tipo de diálogo com Israel, cujo governo por sua vez mantém uma inflexível posição de força.
Israel desocupou apenas sete cidades da Cisjordânia (uma oitava foi desocupada parcialmente), correspondentes a 3% do território cisjordaniano; deste, 24% encontram-se sob controle misto israelense-palestino e 74% permanecem inteiramente ocupados. Em termos demográficos, 29% dos palestinos estão sob a jurisdição exclusiva da Autoridade Palestina. Quanto à Faixa de Gaza, cuja importância é consideravelmente menor, nela permanecem apenas as tropas israelenses que protegem os colonos judeus ali estabelecidos.
Os grandes obstáculos para a implementação do acordo firmado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat são:

a) A oposição das facções extremistas, tanto palestinas como isralelenses.


b) A posição militarista e intransigente do governo Sharon.


c) O estatuto de Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam transformar em sua capital mas que já foi incorporada oficialmente ao território israelense, dentro do conceito de que a cidade de Jerusalém “é a capital de Israel, una e indivisível”.


d) O problema dos 150 000 colonos existentes em Gaza e na Cisjordânia e que se recusam a deixar seus assentamentos.


e) A disputa pelos recursos hídricos do Rio Jordão, pois parte de seu curso (na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia) ficaria fora do controle de Israel.


f) O território palestino simplesmente não tem como absorver os quase 3 milhões de refugiados que habitavam terras do atual Estado de Israel e que continuam a viver, na maior parte, em precários campos de refugiados espalhados pelo mundo árabe – notadamente no Líbano.
A “Cidade Velha” .


A disputada “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, conta com locais sagrados de três religiões.


Os principais são:
- Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém;

- Mesquita da Rocha (foto acima), erigida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso;

- Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro
dia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Oriente Médio - Israel , bloqueio de Gaza

Ban Ki-moon reitera chamada para que Israel levante bloqueio de Gaza



Nações Unidas, 16 novembro de 2009 (EFE)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou hoje a chamada do organismo mundial à Israel para que levante o bloqueio ao que está submetida a faixa palestina de Gaza há mais de dois anos.

"O Governo de Israel deveria permitir o acesso a Gaza de assistência humanitária e bens não humanitários necessários para a reconstrução de propriedades e infraestrutura", assegurou Ban em um relatório à Assembleia Geral da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.

A ofensiva militar israelense contra o Hamas em dezembro e janeiro passados, unido ao fechamento dos pontos fronteiriços, causaram uma grave crise na prestação de serviços públicos básicos, como a disponibilidade de água potável, segundo o secretário-geral.

Ban Ki-moon lembrou que o Exército israelense impede a passagem de quase todos os materiais que não sejam alimentos, remédios e certos aparatos industriais ou elétricos.

"Estas duras restrições, junto a uma quase total proibição das exportações, teve um efeito devastador na economia de Gaza. O bloqueio também dificultou severamente o exercício dos direitos econômicos, sociais, culturais, assim como políticos e civis", afirmou.

O relatório também recolhe as denúncias de adolescentes palestinos que asseguram haver sido maltratados a mãos de soldados israelenses enquanto estavam detidos.

Ban lembrou que todas as partes neste conflito devem respeitar escrupulosamente suas obrigações de acordo ao direito internacional humanitário e aos direitos humanos.

Também instou a Israel a pôr fim aos desalojamentos e demolições de imóveis palestinos em Jerusalém Oriental e outros pontos da Cisjordânia até que se aplique o regulamento urbanístico de uma maneira "não discriminatória".

"Às vítimas dos desalojamentos se lhes deve dar a possibilidade de receber compensações e se devem pôr fim imediatamente às demolições punitivas", acrescentou.

Só entre janeiro e julho passados, um total de 194 pessoas foram expulsas de suas casas em Jerusalém Oriental por causa da demolição de seus lares, segundo o documento.

Além disso, a ONU calcula que há outras 1.500 ordens de demolição das autoridades israelenses pendentes e prestes a serem executadas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Piada ... Brasil quer respeito nas convenções internacionais


O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, durante sua visita a Havana, em Cuba, que o Brasil não defende ingerências externas para solucionar o conflito em Honduras, mas sim "a legalidade e o respeito" às convenções internacionais. "O caminho para a solução dos problemas políticos na América Latina é o que compromete os países respeitosos da democracia e do Estado de direito", disse. De acordo com entrevista citada pela agência estatal de notícias cubana AIN, Genro reiterou o pedido das autoridades brasileiras para que a inviolabilidade da embaixada em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde segunda-feira (21), quando entrou ilegalmente no país, pois é procurado pela Justiça hondurenha. Nesta quarta-feira (23), no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que seja garantida a "inviolabilidade da embaixada brasileira", arrancando aplausos da plateia de 119 líderes mundiais. Pelo 22º artigo da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, os locais das Missões Diplomáticas (embaixadas e edifícios anexos) são invioláveis. Os agentes do estado acreditado (que recebe a embaixada) não podem entrar sem consentimento do chefe. O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, disse, nos últimos dias, que garantiria a segurança da embaixada, mas cobrava que o Brasil ou concedesse asilo político para Zelaya --status o que o hondurenho já afirmou que não pretende solicitar-- ou o levasse à Justiça hondurenha. Nesta quinta-feira, o governo interino endureceu o tom e, em comunicado da Secretaria de Relações Exteriores, afirmou que houve uma "evidente intromissão" do Brasil "em assuntos internos" do país e que, por isso, o governo brasileiro é responsável não só pela segurança do hondurenho como pela de todas as pessoas e propriedades envolvidas no caso. No comunicado, o governo de Micheletti conclui que houve intromissão com base em uma declaração de Zelaya na qual ele diz ter "consultado" o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim sobre a viagem. Para o governo interino, isso prova que a entrada ilegal de Zelaya em Honduras foi "um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil". Essa conclusão do governo interino de Honduras contraria as declarações das autoridades do Brasil e do próprio Zelaya do episódio.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PAÍSES RICOS NÃO PAGARAM O FMI

A ONU (Organização das Nações Unidas) informou nesta quarta-feira que os países ricos não pagaram US$ 35 bilhões de seus compromissos de ajuda oficial ao desenvolvimento. Esse dado faz parte de um estudo divulgado hoje que mostra que grande parte do aumento nesse tipo de ajuda ocorrido nos últimos anos teve como destino um pequeno número de países em conflito, como Iraque e Afeganistão, em detrimento das nações mais pobres da África, por exemplo. Apesar de o valor da ajuda ao desenvolvimento ter crescido 10% em 2008, chegando a US$ 119,8 bilhões, a ONU destaca que essa cifra é menor do que os US$ 155 bilhões anuais prometidos pelo G8 (que reúne os sete países mais industrializados do mundo) na cúpula de Gleneagles (Reino Unido) de 2005. A ONU também mostra que dificilmente será cumprido o compromisso de destinar 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) aos países mais pobres para 2015, já que a média atual continua estagnada em 0,3%. O estudo foi elaborado por um grupo de trabalho formado por várias agências das Nações Unidas, além do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Seus autores temem que a diferença entre a ajuda entregue e a prometida crescerá este ano por causa da crise financeira global, o que reduz as possibilidades de alcançar os Objetivos do Milênio em 2015. 'Neste ambiente turbulento, os governos se veem tentados a se concentrar em suas preocupações nacionais. Isso seria um grave erro, já que os recentes fatos demonstraram que estamos interligados', disse a vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, na apresentação do relatório. Os responsáveis das Nações Unidas estão particularmente preocupados com o nível da ajuda prometida aos países da África Subsaariana. Em 2005, os países mais ricos se comprometeram a aumentar a ajuda anual à região em US$ 25 bilhões, mas o crescimento foi de apenas US$ 7,6 bilhões ao ano, segundo o relatório. O documento também ressalta a necessidade de concluir as negociações da Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), iniciada em 2001 para aumentar a liberalização do mercado internacional, principalmente em benefício dos países em desenvolvimento, e que está estagnada. O texto lembra que 20% das exportações dos países menos desenvolvidos não possuem um acesso livre de tarifas aos mercados dos países mais industrializados. Os especialistas das Nações Unidas também advertem que o aumento dos preços dos remédios os afasta cada vez mais das mãos dos mais pobres. Segundo o estudo, os consumidores nos países em desenvolvimento pagam um preço entre três e seis vezes mais alto do que o de referência internacional pelos medicamentos genéricos mais baratos.http://geografiadomundoatual.zip.net

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Uganda proibirá mutilação

Uganda proibirá mutilação da genitália feminina

De acordo com o dicionário Aurélio, o verbo “mutilar” quer dizer “privar [alguém ou a si mesmo] de algum membro ou de alguma parte do corpo”. Mas a depender do lugar e da cultura, essa palavra pode adquirir muitos outros significados. No caso das mulheres que têm a genitália arrancada, por exemplo, é sinônimo de um sofrimento inominável. Trata-se de uma sentença a uma vida inteira sem qualquer sensibilidade, com o corpo deformado e sem prazer.

Muito criticada pelo Ocidente, a prática permanece viva em alguns rincões do planeta, principalmente na África. “Não mais em Uganda”, anunciou o presidente Yoweri Museveni. Ele informou hoje à imprensa que o Parlamento do país aprovará, em breve, uma lei que proíbe a mutilação da genitália feminina.

“Vocês interferem na obra de Deus. Alguns dizem que é cultura. Sim, apóio a cultura, mas vocês devem apoiar uma cultura que seja útil e baseada em informação científica”, declarou Museveni, referindo-se às tribos que vêem nesse ato um ritual imprescindível. Conforme noticiaram agências internacionais, o presidente também lembrou que a Organização das Nações Unidas aprovou no ano passado uma resolução determinando que essa prática viola os direitos das mulheres e aumenta o risco de contrair HIV, assim como as taxas de mortalidade materna e infantil.

Recentemente li a biografia da ex-deputada naturalizada holandesa Ayaan Hirsi Ali, Infiel. Nascida e criada na Somália, a autora teve seu clitóris mutilado ainda jovem, por ordem da avó materna. A narrativa que ela faz da cena é uma das descrições mais impressionantes e chocantes que já vi. Do corte inicial sem qualquer anestesia até a primeira vez que ela urina após o procedimento, fiquei atenta, apreensiva, com os olhos cheios de lágrimas.

Não há qualquer poesia ou romantismo nisso. É a realidade mais dura, colocada diante do leitor a sangue frio. Uma violência que, segundo dados da ONU, já afetou em 100 milhões e 140 milhões de mulheres em todo o mundo. Espero que Uganda consiga de fato discutir a diferença entre cultura e mutilação e que ecoe isso para os quatro cantos do planeta.