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segunda-feira, 18 de maio de 2020

OS PRINCIPAIS FATORES DE MIGRAÇÃO



OS PRINCIPAIS FATORES DE MIGRAÇÃO
Principais fatores de migração
Em termos de motivação das migrações pelo mundo, podemos elencar dois principais tipos de condicionantes: os fatores atrativos e os fatores repulsivos.Como os nomes já indicam, os primeiros representam a realização do fluxo migratório por algum elemento ou vantagem disponível no local de destino, ao passo que os segundos envolvem os problemas apresentados nos locais de origem, que forçam a saída do migrante.
Fatores atrativos de migração
Entre os fatores atrativos, podemos citar como exemplo as melhores condições de vida, renda e emprego que alguns países – sobretudo os desenvolvidos – oferecem quando em comparação com o lugar de origem.
Fatores repulsivos de migração
Já entre os fatores repulsivos, podemos citar as precárias condições vida do território de onde o migrante provem, além de crises econômicas, conflitos militarizados, ameaças aos direitos humanos e outros problemas. Em muitos casos, as migrações ocorrem pela combinação dos fatores atrativos e repulsivos.
Classificação dos fluxos migratórios
É possível, também, classificar os movimentos migratórios de diversas formas, levando-se em consideração os mais diferentes critérios. O mais comum deles é a forma que ele acontece no nível do controle (ou da ausência dele).Desse modo, existem os movimentos voluntários, motivados por razões pessoais ou até afetivas dos migrantes; os movimentos forçados, quando o ato de migrar não é uma escolha, mas uma imposição, como em casos de diásporas (dispersão), escravidão ou perseguição; e os movimentos controlados, quando as migrações são controladas pelo poder público, seja por fatores demográficos ou estatísticos, seja por classes sociais ou por razões ideológicas.Em 2009, a Organização das Nações Unidas divulgou alguns dados conclusivos a respeito dos fluxos migratórios pelo mundo em seu Relatório do Desenvolvimento Humano, divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).De acordo com esse documento, mais de 195 milhões de pessoas não residiam em seus países de origem, o que equivalia, na época, a quase 4% da população mundial.Do total de migrantes existentes, segundo o mesmo relatório, mais da metade residia em países considerados desenvolvidos, de modo que boa parte do restante morava em países emergentes com alto grau de industrialização, que vêm recebendo o volume cada vez maior desses imigrantes em razão da crise que afetou o mundo desenvolvido em 2011.
Volume de imigrantes
O grande volume de migrantes é tratado, muitas vezes, como um problema de extrema urgência e relevância por parte de muitos países, principalmente os Estados Unidos e os membros da União Europeia.
Estima-se que cerca de 42% de todos os migrantes do mundo vão para os EUA, ao passo que 12,3% vão para a Rússia e 10,8% para a Alemanha. Em detrimento, os respectivos governos lançam pesadas medidas de restrição de imigrantes, que continuam entra em suas fronteiras de maneira ilegal.O caso mais emblemático de protecionismo é o da fronteira entre os estadunidenses e mexicanos, onde foi construído um longo muro, com forte esquema de segurança em algumas áreas, para evitar a entrada de imigrantes latino-americanos.No entanto, mesmo com essa barreira, um grande número de pessoas entram ilegalmente atravessando essa área sob as mais diversas formas e estratégias.
Fluxo migratório na Europa
A Europa recebe, todos os dias, inúmeras pessoas oriundas da África e do Oriente Médio, sendo o Mar Mediterrâneo uma das principais portas de entrada, ao mesmo tempo em que é um dos lugares onde mais se perdem vidas de pessoas que tentam mudar de país a fim de encontrarem melhores condições de vida.
Fluxo migratório no Brasil
O Brasil também vem recebendo um grande número de imigrantes, a maioria advinda de países que sofrem com graves convulsões políticas e econômicas, com destaque para o Haiti e, mais recentemente, da Síria. Outros territórios que enviam uma grande quantidade de pessoas ao nosso país são a Somália, o Congo e a Angola.No caso dos haitianos, a principal porta de entrada nos últimos anos vem sendo a fronteira com a Bolívia, onde se encontra o estado do Acre. Após entrarem em território brasileiro, os imigrantes buscam áreas no país com maior industrialização e ofertas de emprego, como as capitais estaduais e a região sudeste como um todo.Em muitos casos, os migrantes ajudam a estruturar a economia dos países para onde migram, ocupando uma grande quantidade de postos de trabalho e também realizando serviços a um custo menor do que a mão de obra local.
Imigrantes Ilegais
Além disso, muitos imigrantes, pelo fato de serem ilegais, aceitam trabalhar em regime de quase escravidão ou com salários muito baixos e nenhum direito trabalhista. Por outro lado, é bastante impactante na economia as remessas de dinheiro que essas pessoas enviam para suas famílias em seus países de origem.Um outro importante ponto a ser destacado é a questão dos refugiados, aqueles migrantes que precisam abandonar às pressas seu território de origem por motivos de perseguição, existências de conflitos ou completa falta de condições de vida.De acordo com a ONU, 7% dos migrantes internacionais são refugiados, com a maior parte oriunda da África e da Ásia.
Xenofobia
Não obstante, um dos mais graves problemas enfrentados no âmbito das migrações internacionais é a questão da xenofobia, que é a aversão ou preconceito praticado contra povos estrangeiros.
Esse problema é recorrente na Europa e nos Estados Unidos, mas também vem se manifestando no Brasil, quando, além da intolerância cultural, praticam-se ato de violência e repúdio contra os migrantes.Em alguns casos, ONGs e militantes políticos acusam até mesmo os governos de praticarem medidas xenófobas, como a restrição violenta a imigrantes ou a sua sumária expulsão, entre outros casos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Manchester City surpreende e demite Roberto Mancini

A diretoria do Manchester City surpreendeu e anunciou nesta segunda-feira a demissão do técnico Roberto Mancini. Ele estava no cargo desde a temporada 2009/2010, mas não resistiu à perda do título inglês para o rival Manchester United e à derrota na decisão da Copa da Inglaterra, no último sábado, quando viu sua equipe ser surpreendida pelo modesto Wigan e ficar com o vice após a derrota por 1 a 0.
Mancini nunca foi uma unanimidade no City, mas a diretoria seguia prestigiando o treinador. A gota d''água, no entanto, foi justamente a derrota na decisão para o Wigan, que deixou o time sem título nesta temporada. "Apesar dos esforços de todos, o clube não conseguiu alcançar nenhum dos objetivos traçados no início deste ano, a não ser a classificação para a Liga dos Campeões da Europa", justificou o clube em comunicado.
A notícia pegou a todos de surpresa, já que o Manchester City ainda tem duas partidas para disputar no Campeonato Inglês. Nesta terça, a equipe enfrenta o Reading, fora de casa, e encerra sua campanha no domingo, contra o Norwich, em casa. O assistente Brian Kidd assumirá interinamente nestes jogos.
Roberto Mancini chegou ao City no início da nova ''era milionária'' do clube, após a compra por um grupo dos Emirados Árabes. Com ele, a equipe se tornou uma das principais potências da Inglaterra e conquistou três títulos: a Copa da Inglaterra (na temporada 2010/2011), o Campeonato Inglês (2011/2012) e a Supercopa da Inglaterra (2012).
Mas o objetivo era transformar o clube em uma potência no cenário europeu, o que não aconteceu. O Manchester City até se classificou para as últimas duas edições da Liga dos Campeões, mas decepcionou e caiu na primeira fase em ambas, apesar de contar com grandes estrelas em seu elenco, como Yaya Touré, David Silva, Tevez e Agüero.
"Os números do Roberto falam por si e ele tem grande respeito e gratidão aqui por todo seu trabalho duro e compromisso nos últimos três anos e meio. Ele também conquistou o respeito e o amor de nossos fãs. Ele teve sucesso ao conquistar o Campeonato Inglês. Eu gostaria de agradecer pessoalmente e publicamente a ele pela dedicação ao progresso e por seu apoio e amizade", disse o presidente do clube, Khaldoon Al Mubarak.
O Manchester City não comentou sobre o substituto de Mancini para a próxima temporada e pouco vinha sendo especulado na imprensa europeia sobre sua saída. Ao longo da temporada, no entanto, o nome de José Mourinho, do Real Madrid, foi citado em alguns rumores. Carlo Ancelotti, do Paris Saint-Germain, é outro que poderia estar na mira.

terça-feira, 19 de março de 2013

BOLSAS DE VALORES EUROPA

Bolsas da Europa caem, com mercado à espera de definições no Chipre
 
Os principais índices acionários da Europa registram queda nesta terça-feira (19), com o mercado à espera de definições sobre a nova taxa de imposto que o governo do Chipre pretende adotar para poder receber ajuda financeira do BCE e do FMI (Fundo Monetário Internacional).Às 11h50 (horário de Brasília), o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caía 0,29%, para 7.987 pontos. Em Milão, o FTSE-Mib tinha baixa de 0,43% no mesmo horário, para 15.855 pontos. Na França, o CAC de Paris registrava perda de 0,51%, aos 3.805 pontos, enquanto o espanhol IBEX35 tinha queda de 0,92%, para 8.428 pontos.
Na Inglaterra, porém, o principal índice de ações da Bolsa de Londres, o FTSE100, mostrava ligeiro ganho de 0,11% às 11h52, aos 6.467 pontos. Os mercados na Europa fecham em torno de 13h30 (horário de Brasília).O Parlamento do Chipre vota hoje a adoção de um plano para impor uma taxa sobre os depósitos bancários no país do mar Mediterrâneo, o quinto a receber um resgate do BCE e do FMI desde o início da crise.Os credores internacionais exigiram a aplicação da taxa para conceder o empréstimo de € 10 bilhões (R$ 26 bilhões) aprovado no sábado (16). O anúncio, que foi inédito entre os países que pediram ajuda a União Europeia, preocupou os mercados e empurra para baixo as Bolsas mundiais.Um documento obtido pela Reuters revela que o governo deve amenizar as regras do plano, isentando da nova taxa as contas com menos de € 20 mil. Já para aquelas com valores acima de € 100 mil, o imposto cobrado pelos depósitos seria de 6,75%. Contas com mais de € 100 mil seriam taxadas em 9,9%.Contudo, o Chipre anunciou nesta terça-feira que não conseguirá alcançar a meta de economia exigida pelos credores internacionais se não taxar os pequenos poupadores. A taxação das poupanças foi anunciada como a solução para honrar os compromissos com o BCE e o FMI.O anúncio do imposto provocou uma corrida aos bancos para sacar os depósitos sujeitos ao tributo. Devido à preocupação com a retirada em massa, o governo local decretou feriado bancário até quinta (21). Além dos bancos, a bolsa de valores local não opera durante esses dias.

sexta-feira, 12 de março de 2010

EUROPA: ETA, IRA E OS CONFLITOS NO CÁUCASO

GRUPO IRA



CÁUCASO
GRUPO ETA

 
Os bascos possuem cultura e língua próprias, ocupam uma região ao norte da Espanha e uma parte do território Francês.
O grupo ETA ( Euzkadi Ta Askatasuna, na língua basca, cujo significado é"PÁTRIA BASCA E LIBERDADE")foi fundado em 1959 e luta pela autodeterminação do País Basco e da Navarra, por meio de ações armadas, nas quais os alvos são membros da guarda civil e do governo espanhol. O IRA surgiu durante o final dos anos 60, auto-designando-se defensor da minoria católica do Norte, cujos esforços para obter direitos civis de forma pacífica obtiveram como resposta a violência da maioria protestante unionista. Até aos anos 90, a organização levou a cabo atos terroristas como ataques furtivos, bombas e assassinatos, num esforço de conseguir a independência de Inglaterra e reunificar a província com a República da Irlanda. O Sinn Fein, que quer dizer “Nós Sozinhos” em gaélico, é o braço político do IRA.
Após 1989, o desaparecimento da URSS permitiu a criação de três novos Estados (Armênia, Geórgia e Azerbaijão), enquanto que as seis repúblicas ciscaucasianas permaneceram no seio da Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle do Karabak, região do Azerbaijão, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia deve enfrentar o separatismo na Abecásia, assim como na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito explodiu em dezembro de 1994 na Chechênia, onde as forças armadas russas tentam submeter pela força os nacionalistas chechenos do general Djokar Doudaiev, que recusam a adesão à Federação Russa e reclamam independência.
A região do Cáucaso é um verdadeiro caldeirão étnico e religioso, marcado por tensões que atenuaram-se com o esfalecimento da União Soviética (URSS). Após a queda do império soviético a Geórgia tornou-se uma nação independente, porém herdou regiões que acabaram em seu território por acaso, como a Ossétia do Sul e a Abcásia, cuja maioria da população é de cidadania russa e que não possuem fortes vínculos com o país que integram atualmente. Em 1990 esses dois enclaves declararam-se independentes da Geórgia, que por sua vez continua a admitir que os territórios ainda são seus. Trata-se dos “conflitos congelados” do Cáucaso. Que pelo visto começaram a esquentar.Desde a Revolução das Rosas, em novembro de 2003, a Geórgia vem tentando se aproximar cada vez mais do ocidente, em especial dos Estados Unidos. Seu presidente, Mikhail Saakashvili, originalmente soviético, estudou em universidade americana e faz questão de dar entrevistas internacionais utilizando seu inglês fluente. As relações com os americanos se intensificaram e estes realizaram investimentos importantes, deram ajuda financeira e até mesmo modernizaram as Forças Armadas georgianas, em conjunto com a Otan.A localização estratégica do país -localizado no meio da rota dos combustíveis fósseis que vão da Ásia Central à Europa sem passar pelo território da Rússia- justifica a aproximação da Geórgia com os norte-americanos e contribui para intensificar os interesses russos na região.Além disso, a Geórgia não esconde suas pretensões de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o que é extremamente ofensivo aos olhos de Moscou, que sente-se irritada com a ideia de ter as fronteiras da OTAN estendidas à porta de casa.Dessa forma, a aproximação com os europeus e americanos desagrada o Kremlin, que percebe aos poucos o afastamento da Geórgia e de outros países de sua área de influência.A solução encontrada para atrapalhar ao máximo a aceitação da Geórgia na OTAN seria esquentar os conflitos nas tais áreas separatistas, acreditando na ideia de que a aliança ocidental não aceitaria um país que encontra-se em conflito com a poderosa Rússia.A ofensiva russa realizada há pouco tempo, e que chamou a atenção da comunidade internacional é, portanto, resultado desse jogo de interesses. Onde a Rússia permanece ao lado dos separatistas tendo isso como desculpa para o envio de tropas a região. O que fontes afirmam ter ocorrido de maneira “desproporcional” às ações georgianas, chocando a todos pelo fato dos ataques terem sido realizados em territórios georgianos fora da zona de conflito, forçando a Geórgia a buscar ajuda militar internacional.Após diversos projetos de resolução apresentados pela ONU e rejeitados pelo governo russo, e um cessar-fogo que acabou não sendo respeitado, a Rússia finalmente começa a retirar suas tropas da Geórgia, porém o conflito ainda não se encontra completamente resolvido.Os Conflitos no Cáucaso são uma série de guerras civis, conflitos separatistas e/ou conflitos étnicos, e até mesmo conflitos entre nações, que ocorrem na região do Cáucaso desde o desaparecimento da URSS ao fim da Guerra Fria. Grande parte do traçado das fronteiras existentes na região do Cáucaso é arbitrário e artificial e foi em grande parte estabelecido entre 1922 e 1936 pelo ditador soviético Josef Stalin, governadas com a mão-de-ferro pela URSS, essas repúblicas só teriam problemas étnicos e religiosos aflorados após a desintegração da antiga potência comunista, que permitiu a independência de três novos Estados e que atualmente fazem parte da CEI (Comunidade de Estados Independentes): Armênia, Geórgia e Azerbaijão na porção sul do Cáucaso, na área denominada Transcaucásia. Enquanto que na porção norte do Cáucaso, denominada de Ciscaucasia encontram-se 8 repúblicas e regiões autônomas que permaneceram no seio Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle de Nagorno Karabakh, região do Azerbaijão, mas habitado majoritariamente por armênios, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia enfrenta o separatismo na Abkházia e na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito as repúblicas da Chechênia, Daguestão e Inguchétia almejam a independência.Os conflitos são de interesse global, uma vez que a região é um ponto estratégico devido aos oleodutos que atravessam o Cáucaso, ligando as reservas de petróleo e gás no Azerbaijão e Cazaquistão a Moscou e aos portos da Europa, que se tornaram assuntos estratégicos.