segunda-feira, 25 de abril de 2011

União Europeia pede "reformas profundas" após violência na Síria

Após a morte de mais de 80 manifestantes na sexta-feira (22) e de ao menos nove pessoas que acompanhavam seus funerais neste sábado na Síria, a União Europeia (UE) classificou a repressão no país como "intolerável" e pediu "reformas profundas" ao regime do ditador Bashar al Assad, cuja renúncia é reivindicada pelos protestos.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, condenou neste sábado os atos "intoleráveis" de violência na Síria e considerou "essencial" que Damasco inicie reformas políticas.

O governo sírio deve "parar imediatamente de recorrer à força brutal contra os manifestantes" e começar a "respeitar seu direito de protestar", disse.

Os tiros contra os manifestantes "são intoleráveis", destacou a Alta Representante da UE para Relações Exteriores, ao afirmar que "todos os responsáveis pelos crimes deverão ser levados à justiça".

Apesar do anúncio da suspensão do estado de emergência na Síria, "reformas confiáveis só poderão ser medidas com verdadeiros progressos no terreno".

"Peço ao governo sírio que realize reformas políticas profundas, começando pelo respeito aos direitos mais elementares, às liberdades fundamentais e ao Estado de direito".

MORTOS

Tropas de segurança do ditador sírio Bashar Assad abriram fogo contra milhares de participantes das procissões dos funerais de rebeldes neste sábado, matando no mínimo nove pessoas. Em protesto, dois deputados sírios também renunciaram.

Os disparos teriam ocorrido em dois funerais: em Douma (perto da capital Damasco) e no vilarejo de Izraa. No primeiro, quatro teriam sido mortos pelas forças de segurança sírias. Já em Izraa, cinco pessoas teriam morrido, de acordo com ativistas de direitos humanos.

Efe
Milhares foram às ruas em Homs durante os funerais dos mais de 80 mortos pelas tropas de segurança da Síria
Milhares foram às ruas em Homs durante os funerais dos mais de 80 mortos pelas tropas de segurança da Síria

Segundo testemunhas, cerca de 50 mil participaram dos dois funerais. Não se pôde confirmar o relato porque a Síria expulsou e restringiu o acesso de jornalistas ao país. A testemunha falou sob condição de anonimato por temer represálias.

A renúncia dos parlamentares Nasser Hariri e Khalil Rifai ocorreu para protestar contra a sangrenta repressão das manifestações contra o regime. Ambos alegaram frustração por não poder proteger os eleitores.

CONFRONTOS

Entre hoje e ontem, 120 pessoas teriam morrido, no período mais sangrento desde que começaram as manifestações contra o regime sírio, segundo segundo a ONG Organização Nacional por Direitos Humanos da Síria.

Segundo ativistas da oposição, algumas áreas de Damasco amanheceram cercadas pelo Exército e a polícia, enquanto na cidade central de Homs as autoridades rejeitam entregar os cadáveres a suas famílias até que estas digam à televisão que grupos de salafistas mataram seus filhos.

Associated Press
Imagem de celular feita por militantes mostra bandeira da Síria coberta de sangue; nove morreram no sábado
Imagem de celular feita por militantes mostra bandeira da Síria coberta de sangue; nove morreram no sábado

Não houve pronunciamentos do governo de Damasco sobre os distúrbios.

De acordo com organismos de direitos humanos, cerca de 300 pessoas morreram desde que, em meados de março, se intensificaram os protestos políticos na Síria, que começaram em fevereiro.

Associated Press
Imagem feita pelos militantes mostra centenas nas ruas na Síria; oposição diz que 50 mil foram aos funerais
Imagem feita pelos militantes mostra centenas nas ruas na Síria; oposição diz que 50 mil foram aos funerais

EUA E FRANÇA CONDENAM

Em reação ao dia mais sangrento da repressão síria aos protestos, o presidente americano Barack Obama pediu o fim "imediato" dos confrontos e condenou o "recurso ultrajante à violência" utilizado pelo governo de Al Assad pra conter as manifestações e apontou ajuda de Teerã a Damasco.

"Este ultrajante uso da violência para conter os protestos precisa ser interrompido imediatamente. Ao invés de ouvir seu próprio povo, Assad está culpando outros enquanto busca auxílio do Irã para reprimir os cidadãos da Síria por meio das mesmas técnicas brutais que já foram usadas pelos aliados iranianos", disse.

Confrontos na Síria deixam mais 4 mortos; vítimas chegam a 352

Quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas neste domingo em confrontos com as forças de segurança em Jable, perto de Latakia, no noroeste da Síria, informou um porta-voz do Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.

O novo governador da região visitou a cidade e, depois de sua visita, as forças de ordem cercaram a cidade e começaram a disparar, completou o porta-voz.

Até agora, não tinham sido registradas vítimas fatais neste domingo, depois de dois dias sangrentos durante os quais a repressão às manifestações contrárias ao regime do presidente sírio Bashar al Assad deixou ao menos 120 mortos, segundo uma lista nominativa do Comitê de Mártires da Revolução de 15 de março.

Com essas quatro mortes, o balanço de vítimas desde o início do movimento de contestação em 15 de março sobe para 352 mortos, segundo as cifras recolhidas pela AFP.

Pouco depois do anúncio das mortes em Jable, em torno de 3.000 moradores de Banias, cidade localizada a cerca de 50 km de Latakia, organizaram em solidariedade uma manifestação na estrada que une Latakia a Damasco, segundo a mesma fonte.

Os manifestantes, que pediam o cessar dos disparos das forças de segurança em jable, afirmaram que não levantariam o bloqueio da estrada enquanto não tivessem suas demandas atendidas.

Bombardeio da Otan destrói complexo residencial de Gaddafi em Trípol

Aviões da Otan bombardearam na madrugada desta segunda-feira a cidade de Trípoli atingindo um grande prédio do complexo onde reside o ditador líbio Muammar Gaddafi, destruindo totalmente a instalação.

Segundo informações da agência France Presse, as detonações tiveram uma força inédita no centro da cidade e fizeram tremer o hotel onde estão os correspondentes da imprensa estrangeira em Trípoli.

Os ataques, avaliados pelo governo líbio como uma tentativa de assassinato de Gaddafi, ocorreram por volta da 00h10 local (19h10 em Brasília) em vários bairros da cidade.

Segundo a imprensa oficial, 45 pessoas ficaram feridas pelos bombardeios, 15 delas em estado grave.

Três emissora de televisão locais --TV Líbia, Jamahiriya e Shababiya-- ficaram cerca de meia-hora fora do ar após os bombardeios.

Louafi Larbi /Reuters
Cena da animação "Rio", dirigida por Carlos Saldanha
Complexo residencial de Gaddafi fica destruído após bombardeio da Otan

A aviação da Otan retomou seus ataques à capital líbia na noite de sexta-feira, quando diversas explosões atingiram Bab al Aziziya.

No sábado, Tripoli foi alvo de ao menos dois bombardeios da Otan, às 19h45 (14h42 em Brasília) e às 22h40 local (17h40 em Brasília).

Os aviões da Aliança Atlântica também atacaram no sábado alvos nas cidades de Sirte, Al Joms, Al Assa e Gharyen, causando um "certo número de vítimas", segundo a agência oficial líbia Jana.

MISRATA

Ao menos 36 pessoas foram mortas em ataques na cidade de Misrata por forças leais a Gaddafi desde o último sábado, disse um porta-voz rebelde.

Segundo ele, oito pessoas foram mortas em bombardeios no domingo e 28 no sábado. Mais de 100 ficaram feridas durante o mesmo período, afirmou o porta-voz Safieddin.

"As brigadas de Gaddafi, usando foguetes Grad, fizeram bombardeios aleatórios no domingo. Eles alvejaram diversas áreas aqui. São oito mártires. Trinta e quatro pessoas também ficaram feridas", disse.

Soldados do governo capturados disseram que receberam ordens para recuar da cidade costeira depois de um sítio de quase dois meses. E os rebeldes que lutam para derrubar Gaddafi declararam a vitória na cidade no sábado.

"A situação é muito perigosa", disse o porta-voz dos rebeldes Abdelsalam por telefone de Misrata.

"As brigadas de Gaddafi começaram a bombardear a esmo de manhã bem cedo. O bombardeio continua. Eles alvejaram o centro da cidade, em especial a rua Trípoli e três áreas residenciais."

Ele não deu indicações do número de mortos. Centenas já morreram na luta por Misrata, a única cidade no oeste do país que está nas mãos dos rebeldes.

Com France Presse e Reuters

sexta-feira, 12 de março de 2010

EUROPA: ETA, IRA E OS CONFLITOS NO CÁUCASO

GRUPO IRA



CÁUCASO
GRUPO ETA

 
Os bascos possuem cultura e língua próprias, ocupam uma região ao norte da Espanha e uma parte do território Francês.
O grupo ETA ( Euzkadi Ta Askatasuna, na língua basca, cujo significado é"PÁTRIA BASCA E LIBERDADE")foi fundado em 1959 e luta pela autodeterminação do País Basco e da Navarra, por meio de ações armadas, nas quais os alvos são membros da guarda civil e do governo espanhol. O IRA surgiu durante o final dos anos 60, auto-designando-se defensor da minoria católica do Norte, cujos esforços para obter direitos civis de forma pacífica obtiveram como resposta a violência da maioria protestante unionista. Até aos anos 90, a organização levou a cabo atos terroristas como ataques furtivos, bombas e assassinatos, num esforço de conseguir a independência de Inglaterra e reunificar a província com a República da Irlanda. O Sinn Fein, que quer dizer “Nós Sozinhos” em gaélico, é o braço político do IRA.
Após 1989, o desaparecimento da URSS permitiu a criação de três novos Estados (Armênia, Geórgia e Azerbaijão), enquanto que as seis repúblicas ciscaucasianas permaneceram no seio da Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle do Karabak, região do Azerbaijão, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia deve enfrentar o separatismo na Abecásia, assim como na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito explodiu em dezembro de 1994 na Chechênia, onde as forças armadas russas tentam submeter pela força os nacionalistas chechenos do general Djokar Doudaiev, que recusam a adesão à Federação Russa e reclamam independência.
A região do Cáucaso é um verdadeiro caldeirão étnico e religioso, marcado por tensões que atenuaram-se com o esfalecimento da União Soviética (URSS). Após a queda do império soviético a Geórgia tornou-se uma nação independente, porém herdou regiões que acabaram em seu território por acaso, como a Ossétia do Sul e a Abcásia, cuja maioria da população é de cidadania russa e que não possuem fortes vínculos com o país que integram atualmente. Em 1990 esses dois enclaves declararam-se independentes da Geórgia, que por sua vez continua a admitir que os territórios ainda são seus. Trata-se dos “conflitos congelados” do Cáucaso. Que pelo visto começaram a esquentar.Desde a Revolução das Rosas, em novembro de 2003, a Geórgia vem tentando se aproximar cada vez mais do ocidente, em especial dos Estados Unidos. Seu presidente, Mikhail Saakashvili, originalmente soviético, estudou em universidade americana e faz questão de dar entrevistas internacionais utilizando seu inglês fluente. As relações com os americanos se intensificaram e estes realizaram investimentos importantes, deram ajuda financeira e até mesmo modernizaram as Forças Armadas georgianas, em conjunto com a Otan.A localização estratégica do país -localizado no meio da rota dos combustíveis fósseis que vão da Ásia Central à Europa sem passar pelo território da Rússia- justifica a aproximação da Geórgia com os norte-americanos e contribui para intensificar os interesses russos na região.Além disso, a Geórgia não esconde suas pretensões de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o que é extremamente ofensivo aos olhos de Moscou, que sente-se irritada com a ideia de ter as fronteiras da OTAN estendidas à porta de casa.Dessa forma, a aproximação com os europeus e americanos desagrada o Kremlin, que percebe aos poucos o afastamento da Geórgia e de outros países de sua área de influência.A solução encontrada para atrapalhar ao máximo a aceitação da Geórgia na OTAN seria esquentar os conflitos nas tais áreas separatistas, acreditando na ideia de que a aliança ocidental não aceitaria um país que encontra-se em conflito com a poderosa Rússia.A ofensiva russa realizada há pouco tempo, e que chamou a atenção da comunidade internacional é, portanto, resultado desse jogo de interesses. Onde a Rússia permanece ao lado dos separatistas tendo isso como desculpa para o envio de tropas a região. O que fontes afirmam ter ocorrido de maneira “desproporcional” às ações georgianas, chocando a todos pelo fato dos ataques terem sido realizados em territórios georgianos fora da zona de conflito, forçando a Geórgia a buscar ajuda militar internacional.Após diversos projetos de resolução apresentados pela ONU e rejeitados pelo governo russo, e um cessar-fogo que acabou não sendo respeitado, a Rússia finalmente começa a retirar suas tropas da Geórgia, porém o conflito ainda não se encontra completamente resolvido.Os Conflitos no Cáucaso são uma série de guerras civis, conflitos separatistas e/ou conflitos étnicos, e até mesmo conflitos entre nações, que ocorrem na região do Cáucaso desde o desaparecimento da URSS ao fim da Guerra Fria. Grande parte do traçado das fronteiras existentes na região do Cáucaso é arbitrário e artificial e foi em grande parte estabelecido entre 1922 e 1936 pelo ditador soviético Josef Stalin, governadas com a mão-de-ferro pela URSS, essas repúblicas só teriam problemas étnicos e religiosos aflorados após a desintegração da antiga potência comunista, que permitiu a independência de três novos Estados e que atualmente fazem parte da CEI (Comunidade de Estados Independentes): Armênia, Geórgia e Azerbaijão na porção sul do Cáucaso, na área denominada Transcaucásia. Enquanto que na porção norte do Cáucaso, denominada de Ciscaucasia encontram-se 8 repúblicas e regiões autônomas que permaneceram no seio Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle de Nagorno Karabakh, região do Azerbaijão, mas habitado majoritariamente por armênios, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia enfrenta o separatismo na Abkházia e na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito as repúblicas da Chechênia, Daguestão e Inguchétia almejam a independência.Os conflitos são de interesse global, uma vez que a região é um ponto estratégico devido aos oleodutos que atravessam o Cáucaso, ligando as reservas de petróleo e gás no Azerbaijão e Cazaquistão a Moscou e aos portos da Europa, que se tornaram assuntos estratégicos.

A questão étnico cultural


ORIENTE MÉDIO - A QUESTÃO DA PALESTINA



SANTO SEPULCRO




MESQUITA DE ROCHAS



MURO DAS LAMENTAÇÕES




No início da década de 1990, com a desmontagem da velha ordem mundial baseada na bipolarização, chegou-se a pensar que o mundo entraria em um período de paz e solidariedade entre os povos. O que não aconteceu. Período esse conhecido como a nova "Desordem Mundial", que ocorreu após o término da Guerra Fria e o fim do conflito Leste-Oeste.
A partir desse momento os conflitos deixaram de ser ideológicos (capitalismo x socialismo) e passaram a ser influenciados por questões separatistas, religiosas e étnicas.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe. A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes:
-um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.

Os principais acontecimentos :

1947 – A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados – um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes.
1948 – Os Judeus proclamam o Estado de Israel, provocando a reação dos países árabes. Primeira Guerra Árabe-Israelense. Vitória de Israel sobre o Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano e ampliação do território israelense em relação ao que fora estipulado pela ONU. Centenas de milhares de palestinos são expulsos para os países vizinhos. Como territórios palestinos restaram a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ocupadas respectivamente por tropas egípcias e jordanianas.
1956 – Guerra entre Israel e o Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado.
1964 – Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja pretensão inicial era destruir Israel e criar um Estado Árabe Palestino. Utilizando táticas terroristas e sofrendo pesadas retaliações israelenses, a OLP não alcançou seu objetivo e, com o decorrer do tempo, passou a admitir implicitamente a existência de Israel.
1967 – Guerra dos Seis Dias. Atacando fulminantemente em três frentes, os israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados pelos palestinos) e tomam a Península do Sinai ao Egito, bem como as Colinas de Golan à Síria.
1970 – “Setembro Negro”. Desejando pôr fim às retaliações israelenses contra a Jordânia, de onde provinha a quase totalidade das incursões palestinas contra Israel, o rei Hussein ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Centenas deles são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Líbano.
1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Aproveitando o feriado religioso judaico, Egito e Síria atacam Israel; são porém derrotados e os israelenses conservam em seu poder os territórios ocupados em 1967. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo.
1977 – Pela primeira vez, desde a fundação de Israel, uma coalizão conservadora (o Bloco Likud) obtém maioria parla mentar. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, inicia o assentamento de colonos judeus nos territórios ocupados em 1967.
1979 – Acordo de Camp David. O Egito é o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Este, em contrapartida, devolve a Península do Sinai ao Egito (cláusula cumprida somente em 1982). Em 1981, militares egípcios contrários à paz com Israel assassinam o presidente Anwar Sadat.
1982 – Israel invade o Líbano (então em plena guerra civil entre cristãos e muçulmanos) e consegue expulsar a OLP do território libanês. Os israelenses chegam a ocupar Beirute, capital do Líbano. Ocorrem massacres de refugiados palestinos pelas milícias cristãs libanesas, com a conivência dos israelenses.
1985 – As tropas israelenses recuam para o sul do Líbano, onde mantêm uma “zona de segurança” com pouco mais de 10 km de largura. Para combater a ocupação israelense, forma-se o Hezbollah (“Partido de Deus”), organização xiita libanesa apoiada pelo governo islâmico fundamentalista do Irã.
1987 – Começa em Gaza (e se estende à Cisjordânia) a Intifada (“Revolta Popular”) dos palestinos contra a ocupação israelense. Basicamente, a Intifada consiste em manisfestações diárias da população civil, que arremessa pedras contra os soldados israelenses. Estes freqüentemente revidam a bala, provocando mortes e prejudicando a imagem de Israel junto à opinião internacional. Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos. A Intifada termina em 1992.
1993 – Com a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, firmam em Washington um acordo prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, com autonomia administrativa e policial em alguns pontos do território palestino. Prevê-se também a progressiva retirada das forças israelenses de Gaza e da Cisjordânia. Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo. Mas duas organizações extremistas palestinas (Hamas e Jihad Islâmica) opõem-se aos termos do acordo, assim como os judeus ultranacionalistas.
1994 – Arafat retorna à Palestina, depois de 27 anos de exílio, como chefe da Autoridade Nacional Palestina (eleições realizadas em 1996 o confirmam como presidente) e se instala em Jericó. Sua jurisdição abrange algumas localidades da Cisjordânia e a Faixa de Gaza – embora nesta última 4 000 colonos judeus permaneçam sob administração e proteção militar israelenses. O mesmo ocorre com os assentamentos na Cisjordânia. Na cidade de Hebron (120 000 habitantes palestinos), por exemplo, 600 colonos vivem com o apoio de tropas de Israel. Nesse mesmo ano, a Jordânia é o segundo país árabe a assinar um tratado de paz com os israelenses.
1995 – Acordo entre Israel e a OLP para conceder autonomia (mas não soberania) a toda a Palestina, em prazo ainda indeterminado. Em 4 de novembro, Rabin é assassinado por um extremista judeu.
1996 – É eleito primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, do Partido Likud (antes denominado Bloco Liked), que paralisa a retirada das tropas de ocupação dos territórios palestinos e intensifica os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em meio à população predominantemente árabe. O processo de pacificação da região entra em compasso de espera, ao mesmo tempo em que recrudescem os atentados terroristas palestinos. Em Israel, o primeiro-ministro (chefe do governo) é eleito pelo voto direto dos cidadãos.
1999 – Ehud Barak, do Partido Trabalhista (ao qual também pertencia Yitzhak Rabin), é eleito primeiro-ministro e retoma as negociações com Arafat, mas sem que se produzam resultados práticos.
2000 – Israel retira-se da “zona de segurança” no sul do Líbano. Enfraquecido politicamente, devido à falta de progresso no camiho da paz, e também devido às ações terroristas palestinas (não obstante as represálias israelenses), Barak renuncia ao cargo de primeiro-ministro. São convocadas novas eleições, nas quais ele se reapresenta como candidato. Mas o vencedor é o general da reserva Ariel Sharon, do Partido Likud, implacável inimigo dos palestinos. Pouco antes das eleições, começa nos territórios ocupados uma nova Intifada.
2001 – Agrava-se o ciclo de violência: manifestações contra a ocupação israelense, atentados suicidas palestinos e graves retaliações israelenses. Nesse contexto, Yasser Arafat, já septuagenário, parece incapaz de manter a autoridade sobre seus compatriotas ou de restabelecer algum tipo de diálogo com Israel, cujo governo por sua vez mantém uma inflexível posição de força.
Israel desocupou apenas sete cidades da Cisjordânia (uma oitava foi desocupada parcialmente), correspondentes a 3% do território cisjordaniano; deste, 24% encontram-se sob controle misto israelense-palestino e 74% permanecem inteiramente ocupados. Em termos demográficos, 29% dos palestinos estão sob a jurisdição exclusiva da Autoridade Palestina. Quanto à Faixa de Gaza, cuja importância é consideravelmente menor, nela permanecem apenas as tropas israelenses que protegem os colonos judeus ali estabelecidos.
Os grandes obstáculos para a implementação do acordo firmado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat são:

a) A oposição das facções extremistas, tanto palestinas como isralelenses.


b) A posição militarista e intransigente do governo Sharon.


c) O estatuto de Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam transformar em sua capital mas que já foi incorporada oficialmente ao território israelense, dentro do conceito de que a cidade de Jerusalém “é a capital de Israel, una e indivisível”.


d) O problema dos 150 000 colonos existentes em Gaza e na Cisjordânia e que se recusam a deixar seus assentamentos.


e) A disputa pelos recursos hídricos do Rio Jordão, pois parte de seu curso (na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia) ficaria fora do controle de Israel.


f) O território palestino simplesmente não tem como absorver os quase 3 milhões de refugiados que habitavam terras do atual Estado de Israel e que continuam a viver, na maior parte, em precários campos de refugiados espalhados pelo mundo árabe – notadamente no Líbano.
A “Cidade Velha” .


A disputada “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, conta com locais sagrados de três religiões.


Os principais são:
- Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém;

- Mesquita da Rocha (foto acima), erigida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso;

- Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro
dia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Real forte e crise derrubam exportações

Real forte e crise derrubam exportações da indústria em 24% no ano


As exportações da indústria manufatureira acumularam queda de 24,1% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008, "a maior redução desde os anos 1980", segundo o diretor do Derex (Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. Considerando a indústria geral, a queda é de 18,5%.

De acordo com ele, a diminuição nas vendas externas do país tem acontecido por dois fatores: a recessão nas principais economias mundiais e o real cada vez mais valorizado frente ao dólar.

Como as transações com outros países são feitas em dólar, quando a cotação da moeda cai, o volume vendido ao exterior também se reduz. Além disso, com a recessão, muitos países diminuíram sua demanda por produtos industrializados.

Dados do Derex divulgados nesta terça-feira apontam que a participação das exportações no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caíram de 22,9% no segundo trimestre para 21,3% no terceiro, enquanto as importações subiram de 18,1% para 19%. No terceiro trimestre do ano passado os coeficientes eram de 22,5% e 21,3%, respectivamente.

Giannetti afirmou que o câmbio valorizado é ruim para a indústria do país porque, além de reduzir o volume das exportações, aumenta a compra de produtos importados, que ficam mais baratos, reduzindo a competitividade brasileira. "Os números preocupam e exigem um esforço coletivo", disse.

Segundo ele, se o câmbio continuar nesses patamares, em 2011 o Brasil voltará a ter deficit comercial. Para o diretor do Derex, o patamar equilibrado para a taxa seria entre R$ 2,00 e R$ 2,20.

Ele defendeu uma intervenção maior do governo no câmbio, afirmando que a taxação de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital estrangeiro é apenas uma "pincelada". Para Giannetti, a alíquota deveria ficar entre 7% e 10% e ser acompanha de outras medidas para combater a especulação no mercado brasileiro.

"O mercado financeiro é quem pressiona o câmbio. O Brasil é neste momento um palco extremamente atrativo para investimentos", afirmou. Ele ressaltou, porém, que estes investimentos tem de ser de qualidade. "Investimentos em renda fixa não interessam ao Brasil, não agregam nada", disse.

Giannetti afirmou que o saldo comercial brasileiro --diferente as exportações e as importações-- deve ficar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões em 2010, muito abaixo do esperado para este ano, de US$ 25,2 bilhões, segundo o último boletim Focus, do Banco Central.

Com essa queda, segundo ele, o Brasil deixaria de crescer entre 1,5% e 2% no ano. "Estão dizendo que nós vamos crescer 5% em 2010. E isso é bom. Mas poderia ser 7%", disse.

crise alimentar mundial

CRISE ALIMENTAR MUNDIAL

A crise alimentar mundial, ao contrário do que se imagina, não significa falta de alimento, mas a elevação dos preços dos produtos.
“Jamais houve tantos alimentos no mundo como hoje. O que existe, na verdade, são duas coisas: uma certa elevação dos preços por causa das secas e da redução da produção de alguns produtos, e uma elevação dos preços em função do aumento do petróleo, que interfere no transporte e nas máquinas agrícolas. É um mito de que houve uma crise alimentar por falta de alimentos”.
A elevação dos preços das commodities agrícolas começou em 2007 e a imprensa passou a denominar esse processo de elevação dos preços de crise alimentar.
“Na verdade, não houve uma crise alimentar, mas o que aconteceu nos últimos anos foi um aumento jamais visto da produção.”
Entre as conseqüências da demanda mundial de alimentos e dos seus preços é o surgimento de um número maior de famintos, nos lugares mais pobres do mundo, como a África.Segundo a ONU, o mundo está chegando perto de 1 bilhão de famintos. “Uma contradição curiosa e muito explorada nos vestibulares é esse fato de jamais ter tido tantos alimentos no mundo e, ao mesmo tempo, haver aumento do número de famintos. Isso decorre de uma situação econômica. O poder aquisitivo da população no mundo pobre é baixo. Quem tem dinheiro compra, quem não tem passa fome.”

Brasil - Itaipu, previsão de menos temporal

Itaipu vai gerar menos em dia de temporal


Após o blecaute que atingiu 18 Estados do Brasil há uma semana, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) anunciou que a usina hidrelétrica de Itaipu deve gerar menos energia em dias de tempestades.

De acordo com a reportagem, a medida já foi adotada no último fim de semana, e visa evitar cortes de carga.

Apesar de a estratégia reafirmar a hipótese de o blecaute ter sido causado pelo fato de Itaipu estar gerando energia demais, a ONS afirma que a geração estava dentro do limite de segurança, e o fato não está relacionado com o apagão.


Paralisação de energia


Em relatório enviado pela hidrelétrica de Itaipu ao Ministério Público Federal nesta segunda-feira (16), a usina diz que houve uma paralisação de 25 minutos na transmissão de energia na tarde de terça-feira (10), dia do blecaute que deixou 18 Estados sem energia.

Segundo a rádio CBN, no documento Itaipu afirma que "às 13h31 houve o desligamento automático da linha de 76,5 kV Ituberá-Tijuco Preto 2, supostamente causado por descarga atmosférica, sendo ligado às 13h56 após análise das proteções atuadas".

O procurador Marcelo Ribeiro, responsável pelo caso, afirmou à rádio que ainda é cedo para relacionar o problema da tarde com o apagão. "Em 72 horas já mudaram as versões. Antes era só um problema climático, agora é um problema climático associado a um curto. Eu preciso saber em que natureza foi esse curto, o que gerou esse curto", disse.

Nesta segunda, o Ministério de Minas e Energia afirmou, em nota, que um curto-circuito foi o motivo do blecaute. Ele teria derrubado três linhas de alta tensão e foi o responsável pelo desligamento de Itaipu. Com a perda da usina, segundo a nota, outras usinas foram desligadas por questões de segurança.

Apagão


De acordo com o governo, foram desligados 28,8 mil MW (megawatts) de carga no SIN (Sistema Interligado Nacional) nesses 18 Estados, o equivalente ao dobro da potência instalada de Itaipu. No Paraguai, houve interrupção de 980 MW de carga.

O problema começou às 22h13, quando ocorreu perturbação geral, envolvendo diretamente a região Sudeste e Centro-Oeste, desencadeando desligamentos automáticos.

Os dados do operador apontam que às 22h29 a carga da região Sul já estava restabelecida, da região Centro-Oeste às 22h50 e da região Nordeste às 22h55. Às 23h50 foi restabelecida a carga de Minas Gerais.

O restabelecimento gradativo de energia em São Paulo começou à 0h04 e no Rio de Janeiro e Espírito Santo à 0h40. À 1h44 foi restabelecido o SIN. Mas o problema todo foi sanado às 3h15 de quarta-feira (11).

Oriente Médio - Israel , bloqueio de Gaza

Ban Ki-moon reitera chamada para que Israel levante bloqueio de Gaza



Nações Unidas, 16 novembro de 2009 (EFE)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou hoje a chamada do organismo mundial à Israel para que levante o bloqueio ao que está submetida a faixa palestina de Gaza há mais de dois anos.

"O Governo de Israel deveria permitir o acesso a Gaza de assistência humanitária e bens não humanitários necessários para a reconstrução de propriedades e infraestrutura", assegurou Ban em um relatório à Assembleia Geral da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.

A ofensiva militar israelense contra o Hamas em dezembro e janeiro passados, unido ao fechamento dos pontos fronteiriços, causaram uma grave crise na prestação de serviços públicos básicos, como a disponibilidade de água potável, segundo o secretário-geral.

Ban Ki-moon lembrou que o Exército israelense impede a passagem de quase todos os materiais que não sejam alimentos, remédios e certos aparatos industriais ou elétricos.

"Estas duras restrições, junto a uma quase total proibição das exportações, teve um efeito devastador na economia de Gaza. O bloqueio também dificultou severamente o exercício dos direitos econômicos, sociais, culturais, assim como políticos e civis", afirmou.

O relatório também recolhe as denúncias de adolescentes palestinos que asseguram haver sido maltratados a mãos de soldados israelenses enquanto estavam detidos.

Ban lembrou que todas as partes neste conflito devem respeitar escrupulosamente suas obrigações de acordo ao direito internacional humanitário e aos direitos humanos.

Também instou a Israel a pôr fim aos desalojamentos e demolições de imóveis palestinos em Jerusalém Oriental e outros pontos da Cisjordânia até que se aplique o regulamento urbanístico de uma maneira "não discriminatória".

"Às vítimas dos desalojamentos se lhes deve dar a possibilidade de receber compensações e se devem pôr fim imediatamente às demolições punitivas", acrescentou.

Só entre janeiro e julho passados, um total de 194 pessoas foram expulsas de suas casas em Jerusalém Oriental por causa da demolição de seus lares, segundo o documento.

Além disso, a ONU calcula que há outras 1.500 ordens de demolição das autoridades israelenses pendentes e prestes a serem executadas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

LUCRATIVIDADE DA PETROBRAS ?

Lucro da Petrobras soma R$ 7,303 bi no 3ºtrimestre, com queda de 26%

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 26% frente ao que havia sido verificado de julho a setembro de 2008.
Segundo a empresa, a queda no lucro reflete "a redução dos preços do diesel e da gasolina, a mudança dos preços das commodities e da valorização do câmbio, despesa extraordinária com o acordo com a ANP [Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis] e com perdas cambiais sobre os ativos no exterior".
"Nossos resultados neste terceiro trimestre foram sustentados, principalmente, pelo crescimento da produção de petróleo e derivados, frente a um cenário de redução de preços no mercado interno", disse o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em comunicado ao mercado. Ele lembrou ainda que o lucro sem efeitos extraordinários recuou 13% sobre o terceiro trimestre de 2008 --menos que a queda de 18% no preço médio de venda de derivados. O item extraordinário citado por Gabrielli é um pagamento de R$ 2,1 bilhões de cobrança adicional de participação especial do Campo de Marlim decorrente do acordo com a ANP. No acumulado de janeiro a setembro, a estatal lucrou R$ 20,853 bilhões, redução de 22% em relação ao volume constatado em igual período no ano passado. A receita líquida atingiu R$ 47,877 bilhões, um decréscimo de 20% na comparação com o resultado no terceiro trimestre de 2008. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 13,993 bilhões, 8% abaixo do apurado de julho a setembro do ano passado. As despesas operacionais subiram 11%, totalizando R$ 8,615 bilhões no terceiro trimestre. A produção total da estatal petrolífera atingiu 2,534 milhões de boe (barris de óleo equivalente), o que significa um aumento de 4% sobre o mesmo período do ano passado e de 0,4% sobre o segundo trimestre. Os investimentos da Petrobras atingiram R$ 50,68 bilhões no acumulado deste ano, 49% acima do mesmo período do ano passado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Governo reduz percentual da União no pré-sal e fecha acordo com Estados produtores

Depois de mais de três horas de reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou aumentar de 18% para 25% a participação dos Estados produtores na divisão dos royalties com a exploração de petróleo do pré-sal. Os governadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo queriam um percentual de 33%.Com isso, a fatia dos royalties destinada à União caiu de 27% para 19%. De acordo com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente Lula determinou que 3% tenham como destino o fundo de combate às mudanças climáticas. Conforme o ministro, os demais Estados, os não produtores de petróleo, terão direito a 22% divididos conforme o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Também ficou acertado que os municípios com instalações de petróleo passarão a receber 3% dos royalties, em vez de 2%. As mudanças serão feitas no relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) sobre o projeto de lei que trata da partilha dos lucros com o pré-sal.
Para o governador do Rio, Sérgio Cabral, o percentual conquistado não é o ideal, mas classificou como o "possível" e que não significará perda de renda ao Estado. "É um jogo de alguma maneira que todos ganham ou perdem. É o jogo da democracia", afirmou Cabral. Já o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, acredita que foi construída uma ponte que equilibra a partilha dos royalties.

APAGÃO DE QUINZE ESTADOS BRASILEIROS

Em nota, Itaipu diz que causa do blecaute não teve origem na usina; apagão afetou 15 Estados

Em nota divulgada na madrugada desta quarta-feira (11), a Itaipu Binacional afirma que o apagão não teve origem na usina. De acordo com a empresa, a apagão que afetou cidades em 15 Estados do país foi gerada por uma pane no sistema elétrico interligado brasileiro.
"Por efeito dominó, inclusive o sistema paraguaio teve o fornecimento de energia interrompido. A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó", diz a nota. Apagão em vários Estados do país deixaram cidades no escuro, como Santos, no litoral paulista .
"Imediatamente após o blecaute, a usina de Itaipu estava com suas máquinas ligadas, girando no vazio, porém, sem possibilidade de transmitir energia, pois as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas", diz ainda a nota. "Itaipu, à 1h do dia 11 de novembro de 2009, aguarda o restabelecimento do sistema interligado para dar início ao fornecimento de energia", finaliza a empresa. O abastecimento de energia começa a voltar em alguns Estados. Um blecaute atingiu várias cidades das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou durante entrevista coletiva em Brasília que o apagão tinha acontecido devido a problemas na usina hidrelétrica de Itaipu. O ministro também negou que o incidente tenha sido causado por um hacker. No último domingo (8), o programa "60 minutes", da rede americana CBS, exibiu uma reportagem dizendo que dois apagões nos últimos quatro anos no Brasil foram causados por ataques de hackers a os sistemas de controle do sistema energético brasileiro. Para Lobão, a culpa do atual blecaute é do mau tempo. "Questões atmosféricas, tempestades de grande intensidade, podem ter contribuído para desligar a linhas de Itaipu. Por consequência, pelo regime interligado, outras linhas saem de funcionamento", disse. Segundo o ministério, foram afetadas cidades em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Porém, houve falta de energia também no Mato Grosso e Pernambuco. O Paraguai, que faz fronteira com o Brasil, igualmente teve problemas de abastecimento. Por volta das 2h20 o abastecimento foi cortado em Maceió (AL), mas ainda não há informações se o corte tem relação com o apagão no resto do país. Lobão disse ainda que o abastecimento deve ser normalizado nesta madrugada, mas que a causa real do problema só será conhecida durante a quarta-feira. "Nossa preocupação agora é restabelecer a energia. Não é encontrar a razão do corte, que deve ter sido por fatores atmosféricos. Não tem nada a ver com o apagão de 2001", afirmou o ministro.O presidente da hidrelétrica Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou em entrevista coletiva que houve avarias em uma ou duas linhas da usina. "Estamos trabalhando com todas as unidades geradoras trabalhando em vazio. Não tem nenhum problema na energia. No ponto de vista de geração não ocorreu problema. São cinco linhas que unem Itaipu ao grande centro, cujas linhas vão para São Paulo, neste processo deve ter ocorrido um grande vendaval, que fez com que uma ou duas linhas tivessem avarias", disse. Samek mostrou que não havia precisão sobre o tamanho do problema. "Torço para que sejam no máximo duas linhas [com problema]. Quando uma delas tem avaria, desliga-se o sistema para que a gente possa recompor isso. Tivemos um temporal enorme aqui em Foz do Iguaçu, árvores foram arrancadas, mas ainda não tenho a exatidão de onde ocorreu o problema", afirmou. Segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema), foram perdidos 17 mil MW de potência, o que equivale à potência geral do Estado de São Paulo.


Confusão nas ruas

Na cidade de São Paulo, várias regiões registram falta de energia elétrica. Relatos de moradores apontam falta de luz na capital, no ABC paulista, no interior e no litoral do Estado. Em nota oficial, a Eletropaulo informa que não há previsão para o restabelecimento do fornecimento de energia.
O metrô de São Paulo interrompeu o funcionamento e filas se formaram em algumas estações do metrô, como Tiradentes, Armênia e Luz. Pessoas se aglomeram na estação Barra Funda, na zona oeste, onde o policiamento foi reforçado. De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, só estão com energia na capital paulista os locais onde há geradores. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, não há registro de ocorrências na cidade, mas a corporação recomenda que os moradores evitem sair às ruas. A PM nega onda de saques no comércio e diz que situação é normal. O Corpo de Bombeiros registrou, apenas na capital, 27 casos de pessoas presas em elevadores.
"Estava um caos para pegar ônibus, pois está sem metrô. Estava parecendo seis horas da tarde. A cidade está totalmente escura, sem semáforos, na rua só vemos a luz das velas nas casas. Não tinha nem táxi na rua, está todo mundo preso em casa", conta o jornalista Rodrigo Araújo, que estava na av. Paulista no momento do apagão. O metrô paulistano parou e alguns passageiros ficaram presos nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Todas as seis linhas da CPTM voltaram a operar antes das 4 horas desta quarta-feira (11).
Houve interrupção parcial de telefones fixos e celulares em algumas regiões atingidas pelo apagão.No Rio de Janeiro, o problema prejudica a circulação de veículos nas principais vias da cidade, como a Linha Amarela, avenida Brasil e a ponte Rio-Niterói, devido à falta de funcionamento da sinalização. O governador do Rio, Sérgio Cabral, que está em Brasília, disse que vai solicitar alerta máximo a Guarda Municipal na capital fluminense. Também o Bope, o grupo de elite da PM, foi colocado em alerta. Segundo Cabral, a medida é preventiva porque, apesar da falta de energia, a situação na cidade é tranquila. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a energia começou a ser restabelecida por volta das 23h. Na cidade, três pessas ficaram presas em elevadores e uma caiu em um córrego e machucou o braço. As universidade dispensaram os alunos e o trânsitio ficou complicado. No Recife, por volta das 21h, parte do bairro dos Aflitos, Espinheiro, Graças, um trecho da avenida Norte ficaram no escuro. Olinda também foi afetada pela queda de energia. Ainda no Grande Recife, São Lourenço da Mata e Aldeia, em Camaragibe, enfrentaram problemas. Segundo o jornal paraguaio "La Nación", o fornecimento de energia elétrica ficou interrompido no país por cerca de 30 minutos entre 21h13 e 21h43 (horário local), mas já está normalizado.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ataque Suicida no Paquistão

Ao menos sete pessoas morreram neste domingo (8) em um atentado suicida na cidade paquistanesa de Peshawar, informou uma fonte policial citada pela rede Dawn.

O ataque aconteceu em um mercado de gado situado na região de Matni, segundo o canal de televisão Geo.

Fontes hospitalares asseguraram que pelo menos 20 pessoas ficaram feridas.

Segundo uma fonte oficial ouvida pelo Geo, entre as vítimas está o chefe administrativo de Adizai, Abdul Malik, que também é líder de um lashkar, milícia tribal que em algumas ocasiões lutam contra a insurgência taleban.

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani, condenou o atentado.

O novo ataque acontece depois do atentado de 28 de outubro, em que ao menos 106 pessoas morreram em um mercado de Peshawar, capital da Província da Fronteira do Noroeste. Os talebans negaram a autoria do massacre.

O exército paquistanês realiza atualmente uma ofensiva contra o reduto taleban do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão.

Nas últimas semanas os insurgentes assumiram a autoria de vários atentados praticados em todo o território paquistanês.

Estudo mostra que 89% da madeira do Pará vem de área ilegal



O desmatamento sem autorização legal atinge 89% da área que sofre exploração madeireira no Estado do Pará, de acordo com estudo da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).É a primeira vez que se faz uma estimativa direta da retirada de madeira ilegal da Amazônia. Até hoje ninguém sabia direito qual é a quantidade de madeira clandestina na região. O número mais citado, impreciso, fala em 50%. Os dados usados pelo Imazon agora, vindos de imagens de satélite de 2007 e 2008, indicam que até a atividade madeireira legalizada tem irregularidades --como o registro de toras supostamente oriundas de áreas já desmatadas por completo-- em 37% dos casos. A ONG ainda pretende cruzar o mapeamento com os dados de volume total de madeira em cada região do Estado para estimar o volume clandestino.
A primeira conclusão dos pesquisadores é que 89% da área em que a derrubada foi detectada via satélite não corresponde aos locais em que a atividade madeireira foi aprovada pelo Estado. São quase 375 mil hectares, dos quais 73% equivalem a áreas privadas, devolutas ou sob disputa. O Imazon pretende realizar o levantamento todos os anos daqui para a frente, incluindo também Mato Grosso.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Piada ... Brasil quer respeito nas convenções internacionais


O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, durante sua visita a Havana, em Cuba, que o Brasil não defende ingerências externas para solucionar o conflito em Honduras, mas sim "a legalidade e o respeito" às convenções internacionais. "O caminho para a solução dos problemas políticos na América Latina é o que compromete os países respeitosos da democracia e do Estado de direito", disse. De acordo com entrevista citada pela agência estatal de notícias cubana AIN, Genro reiterou o pedido das autoridades brasileiras para que a inviolabilidade da embaixada em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde segunda-feira (21), quando entrou ilegalmente no país, pois é procurado pela Justiça hondurenha. Nesta quarta-feira (23), no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que seja garantida a "inviolabilidade da embaixada brasileira", arrancando aplausos da plateia de 119 líderes mundiais. Pelo 22º artigo da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, os locais das Missões Diplomáticas (embaixadas e edifícios anexos) são invioláveis. Os agentes do estado acreditado (que recebe a embaixada) não podem entrar sem consentimento do chefe. O governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, disse, nos últimos dias, que garantiria a segurança da embaixada, mas cobrava que o Brasil ou concedesse asilo político para Zelaya --status o que o hondurenho já afirmou que não pretende solicitar-- ou o levasse à Justiça hondurenha. Nesta quinta-feira, o governo interino endureceu o tom e, em comunicado da Secretaria de Relações Exteriores, afirmou que houve uma "evidente intromissão" do Brasil "em assuntos internos" do país e que, por isso, o governo brasileiro é responsável não só pela segurança do hondurenho como pela de todas as pessoas e propriedades envolvidas no caso. No comunicado, o governo de Micheletti conclui que houve intromissão com base em uma declaração de Zelaya na qual ele diz ter "consultado" o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim sobre a viagem. Para o governo interino, isso prova que a entrada ilegal de Zelaya em Honduras foi "um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil". Essa conclusão do governo interino de Honduras contraria as declarações das autoridades do Brasil e do próprio Zelaya do episódio.

AS PIADAS DO NOSSO PAÍS..... 2009

Senado deve demitir amanhã ex-namorado da neta de Sarney
O presidente do Senado, José Sarney ,disse nesta quinta-feira que a decisão de extinguir cerca de 500 cargos não preenchidos na instituição tem como objetivo reorganizar a estrutura da Casa. Apesar dos cargos não estarem ocupados por nenhum servidor, uma vez que ficaram vagos com a aposentadoria de antigos funcionários, Sarney saiu em defesa da medida.
"Hoje, através de ato da Mesa, extingui 511 cargos do Senado. Eu fiz 'ad referendum' da Mesa Diretora, que aprovou o ato da presidência. Assim estamos nas etapas seguidas já colhendo os resultados dos trabalhos de organização da Casa que foram tão solicitados e era nosso interesse terminar", afirmou.
Sarney prometeu submeter ao plenário do Senado o estudo da FGV (com a reestruturação administrativa da Casa --que deve ser concluído nas próximas semanas).
"Todo o trabalho de reorganização da Casa feito pela FGV vem em termos de projeto de resolução, mas antes vamos mandar para todos os senadores para que, nos prazo de duas, três semanas, possam examinar para submetermos à aprovação da Casa", afirmou.
O senador Renato Casagrande cobrou que, daqui para frente, todos as medidas administrativas tomadas pela cúpula do Senado sejam referendadas pelo conjunto da Casa.
"A gestão do Senado não é mais questão que possamos deixar de acompanhar. Já combinei com senador Heráclito Fortes [primeiro-secretário] e com o diretor-geral do Senado. A Comissão de Fiscalização e Controle vai convidá-los até à comissão para esclarecer os resultados da gestão administrativa e o que está se programando daqui para frente", disse.
Na prática, a extinção dos cargos só evita que, futuramente, as cerca de 500 vagas sejam preenchidas por meio de concurso público para a contratação de novos servidores. A medida não vai provocar exonerações nem economia direta à estrutura da Casa, já que não há servidores trabalhando nessas vagas. Os cortes também não atingem funcionários terceirizados e comissionados, que atualmente são maioria na estrutura do Senado.
Servidores
Além de acatar a extinção dos cerca de 500 cargos, a Mesa Diretora autorizou nesta quinta-feira os parlamentares a deslocarem mais três servidores da Casa para trabalharem em seus escritórios regionais, localizados nos Estados.
Heráclito chegou a anunciar que os líderes e integrantes da Mesa Diretora poderiam deslocar mais dois servidores para os escritórios estaduais, mas Sarney disse que serão três no total.
"O que acontece é que a Mesa Diretora tinha proibido que nos escritórios regionais fossem utilizados funcionários das lideranças e da Mesa, mas recebemos abaixo-assinado dos líderes pedindo que fosse aberta exceção de três cargos para usar esses funcionários nos Estados", afirmou.
Depois de anunciar a medida, Heráclito disse que a Mesa apenas autorizou um pedido feito pelos líderes partidários no Senado.
Irritado com a mudança, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) disse que não avalizou nenhum pedido para aumentar o número de servidores nos Estados. "Não fui consultado sobre esse fato, não concordo. Eu não assinei esse documento, mas são casos a serem apreciados e definidos", disse.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PAÍSES RICOS NÃO PAGARAM O FMI

A ONU (Organização das Nações Unidas) informou nesta quarta-feira que os países ricos não pagaram US$ 35 bilhões de seus compromissos de ajuda oficial ao desenvolvimento. Esse dado faz parte de um estudo divulgado hoje que mostra que grande parte do aumento nesse tipo de ajuda ocorrido nos últimos anos teve como destino um pequeno número de países em conflito, como Iraque e Afeganistão, em detrimento das nações mais pobres da África, por exemplo. Apesar de o valor da ajuda ao desenvolvimento ter crescido 10% em 2008, chegando a US$ 119,8 bilhões, a ONU destaca que essa cifra é menor do que os US$ 155 bilhões anuais prometidos pelo G8 (que reúne os sete países mais industrializados do mundo) na cúpula de Gleneagles (Reino Unido) de 2005. A ONU também mostra que dificilmente será cumprido o compromisso de destinar 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) aos países mais pobres para 2015, já que a média atual continua estagnada em 0,3%. O estudo foi elaborado por um grupo de trabalho formado por várias agências das Nações Unidas, além do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Seus autores temem que a diferença entre a ajuda entregue e a prometida crescerá este ano por causa da crise financeira global, o que reduz as possibilidades de alcançar os Objetivos do Milênio em 2015. 'Neste ambiente turbulento, os governos se veem tentados a se concentrar em suas preocupações nacionais. Isso seria um grave erro, já que os recentes fatos demonstraram que estamos interligados', disse a vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, na apresentação do relatório. Os responsáveis das Nações Unidas estão particularmente preocupados com o nível da ajuda prometida aos países da África Subsaariana. Em 2005, os países mais ricos se comprometeram a aumentar a ajuda anual à região em US$ 25 bilhões, mas o crescimento foi de apenas US$ 7,6 bilhões ao ano, segundo o relatório. O documento também ressalta a necessidade de concluir as negociações da Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), iniciada em 2001 para aumentar a liberalização do mercado internacional, principalmente em benefício dos países em desenvolvimento, e que está estagnada. O texto lembra que 20% das exportações dos países menos desenvolvidos não possuem um acesso livre de tarifas aos mercados dos países mais industrializados. Os especialistas das Nações Unidas também advertem que o aumento dos preços dos remédios os afasta cada vez mais das mãos dos mais pobres. Segundo o estudo, os consumidores nos países em desenvolvimento pagam um preço entre três e seis vezes mais alto do que o de referência internacional pelos medicamentos genéricos mais baratos.http://geografiadomundoatual.zip.net

ECONOMIA NO BRASIL E NO MUNDO

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 1,94% nesta quarta-feira, aos 60.410,66 pontos, completando o terceiro pregão consecutivo de alta. Esta é a primeira vez que a Bolsa brasileira supera os 60 mil pontos desde 21 de julho do ano passado. No mês, a Bolsa está ganhando quase 7%, enquanto no ano a alta acumulada é de cerca de 61%.
A cotação do dólar comercial caiu 0,39%, a R$ 1,80 na venda, completando o terceiro dia consecutivo de perdas. No mês, a moeda tem queda acumulada de 4,71%; no ano, de 22,85%.
Apesar da jornada de crescimento do mercado de ações brasileiro, analistas recomendam cautela. Segundo previsões com base em situações similares ocorridas no passado, é possível que depois desta arrancada, as ações listadas na Bovespa sigam uma tendência de queda generalizada.
Entre as notícias importantes de hoje, a taxa de desemprego no Reino Unido subiu para 7,9% entre maio e julho, para 2,47 milhões de pessoas de fora do mercado de trabalho. Este é o maior nível desde 1996.
No Brasil, a economia abriu 242.126 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, o melhor desempenho de 2009. Também é o melhor resultado para o mês desde 1992.

Após adiar os planos de investimentos por conta da crise financeira mundial, a montadora Hyundai decidiu construir uma fábrica no Brasil a partir do ano que vem. O total investido deve ser de US$ 600 milhões e a capacidade de produção deve atingir 100 mil veículos por ano.
Na Ásia, motivadas pelos indicadores positivos das vendas no varejo nos Estados Unidos, as Bolsas fecharam em alta. O índice de Tóquio avançou 0,52%.
O índice europeu de ações FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações do continente, subiu 1,27% e superou os 1.000 pontos no fechamento pela primeira vez em 11 meses.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Kassab gastou no ano só 7% da verba para piscinões

OPrefeito de São Paulo , Gilberto Kassab ,gastou neste ano apenas 7,3% da verba prevista para os piscinões na cidade.
O Orçamento de 2009 , prevê um gasto total de 18,5 milhões em novos piscinões e reservatórios de águas das chuvas . Foram congelados R$ 17,1 milhões e empenhados até agora apenas R$ 1,3 milhão.
O congelamento de verba para obras nos piscinões contrasta com os gastos em outras obras de drenagem, especialmente canalização de córregos, onde já foram aplicados 99% dos R$ 56,4 milhões previstos.
Dos R$ 27,5 bilhões previstos da receita para este ano,R$ 6,3 bilhões foram congelados. Kassab argumenta que a arrecadação será muito menor queo o previstopor conta da crise financeira internacional, daí a necessidade de congelamento.
Apesar de importantes, obras de retenção de água ( como piscinões ) e uma melhor manutenção da cidade reduziram o impacto, mas não evitariam as enchentes, segundo Álvaro Rodrigues dos Santos, ex - diretor do IPT ( Instituto de Pesquisas Tecnológicas ). Para ele o principal, é o combate à impermeabilização e erosão do solo, causadas por novas construções .

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CHUVA EM SÃO PAULO

COMO A GENTE JÁ SABE DOS PROBLEMAS EM QUE ENFRENTAMOS , E NÃO É DE HOJE QUANDO A CHUVA É MUITO INTENSA, HÁ PONTOS DE ALAGAMENTOS NA CIDADE DE SÃO PAULO . MAS O POVO , PAGA MAIS POR SUA MORADIA DO QUE O ESTADO FAZ PELO SEU POVO, SE O ESTADO E A PREFEITURA SE JUNTASSEM JÁ ESTARÍAMOS MAIS CONFORTÁVEIS COM ESTA SITUAÇÃO.
ESTA SITUAÇÃO , JÁ VEM ACONTECENDO HÁ MUITO TEMPO , E A CADA ANO TEMOS ENORMES PREJUÍZOS NAS ÁREAS URBANAS DE PARTE BAIXA, JÁ AS PARTES URBANAS ALTAS NÃO TEMOS PROBLEMAS COM ISSO. ISSO SÓ ACONTECE PORQUE NÃO TEMOS UM PLANO QUE DESVIE ESTE CONTIGENTE DE ÁGUA PONTOS ESTRATÉGICOS ISSO FAZ COM QUE HÁ UM ACÚMULO DE ÁGUA EM UM SÓ LOCAL.
MUITAS PESSOAS QUE NECESSITAM DE CARROS, OS PERDERAM COM ESSAS ENCHENTES, OS ÔNIBUS E TRENS PARADOS, ENTRE OUTROS ACIDENTES QUE OCORREM DEVASTADORES COM ESSA ENCHENTE E ESTAMOS PROPENSOS A TER UM VERÃO COM MUITA CHUVA , E DEVASTAÇÃO DE TUDO QUE É MATERIAL QUE AS PESSOAS BATALHARAM PARA TÊ -LOS, JÁ QUE NÃO TEMOS UMA EVASÃO PRONTA PARA ESTE TIPO DE ENCHENTE.

LEONARDO A. DE F. OLIVEIRA

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

É HOJE, 7 DE SETEMBRO

HÁ MUITO TEMPO SE COMEMORA , O DIA DO 7 DE SETEMBRO COMO UMA DATA ESPECIAL PARA O NOSSO PAÍS, E QUE DEVERIA MUDAR A CARA DO MESMO QUANDO FOSSE DECLARADA.
COM O PASSAR DO TEMPO, O BRASIL VIROU IMPÉRIO, CORONELISTA, ENTRE OUTROS GOVERNOS ATE MESMO O ATUAL REPUBLICANO, OU SEJA, MUDOU - SE O JEITO DE PENSAR DO POVO, MAS SERÁ QUE MUDOU MESMO?, QUAIS AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DO IMPÉRIO PARA O GOVERNOS ATUAL?.
EMBORA ESSAS MUDANÇAS , SEJAM ENUMERADAS FALANDO - SE DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO , ENTRE OUTRAS COISAS, O POVO BRASILEIRO SE ESQUECE QUE AINDA SOMOS DEPENDENTES AINDA DOS PAÍSES EUROPEUS, QUE VÊEM PARA O NOSSO PAÍS PEGAM AS MELHORES TECNOLOGIAS,FRUTAS E AFINS,E PAGANDO SEMPRE POUCO. ENQUANTO O NOSSO POVO, FICA COMO SEMPRE COM A PARTE MAIS MEDÍOCRE EM TUDDO E PAGANDO MAIS CARO, ISSO NÃO É DE HOJE . A IMPUNIDADE PARA OS POVOS DA EUROPA SÃO RESOLVIDOS POR DEBAIXO DOS PANOS, ENQUANTO OS BRASILEIROS SÃO EXTRADITADOS AO SEU PAÍS , E FAZEM A MAIOR MANCHETE DO MESMO. E ASSIM , CAMINHA A NOSSA DERROCADA POR MAIS UM ANO. OS POLÍTICOS , AINDA VIVEM NA DÉCADA DE 30, QUANDO TUDO SE RESOLVIA POR DEBAIXO DOS PANOS , E QUEM NÃO ERA PAGAVA CARO. QUANDO IREMOS MUDAR ISSO? , QUANDO IREMOS REALMENTE FAZER PREVALECER A PALAVRA REPÚBLICA NO NOSSO PAÍS?, QUANDO IREMOS RESPEITAR OS MAIS VELHOS ?, DIMINUIR OS IMPOSTOS PARA QUE O NOSSO PAÍS ANDE COM AS PRÓPRIAS PERNAS?.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Colômbia em alerta

Colômbia alerta que vai repelir "intervencionismo" de Chávez
A Colômbia advertiu nesta segunda-feira que repelirá a política "intervencionista" e "expansionista" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, depois de ele ter intensificado suas críticas a um acordo militar da Colômbia com os Estados Unidos que desatou uma crise diplomática entre os dois países vizinhos.
O embaixador da Colômbia na OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Alfonso Hoyos, disse que o governo do presidente Alvaro Uribe recorrerá a esse órgão para denunciar as constantes agressões de Chávez e sua intervenção em assuntos internos.
"O governo nacional repelirá todas as ações do projeto expansionista na Colômbia ratificado publicamente pelo presidente Hugo Chávez. De nenhuma maneira se pode tolerar que os colombianos de bem sejam insultados", disse um comunicado lido por Hoyos.
Chávez pediu no domingo que sua ministra da Informação, Blanca Eckhout, faça "tudo o que for necessário" para que suas reivindicações sejam difundidas na Colômbia.
O presidente venezuelano propôs recorrer a aliados na Colômbia, que disse serem muitos, para transmitir suas mensagens.
"A burguesia colombiana não quer que esta minha palavra chegue ao povo, tem medo de que a palavra de Chávez seja ouvida pelo povo da Colômbia", afirmou Chávez, que admitiu ter simpatias pelo Polo Democrático Alternativo, um dos principais partidos de oposição a Uribe.
Chávez também ordenou a investigação nas empresas colombianas na Venezuela para detectar possíveis vínculos com o narcotráfico.
As relações entre Colômbia e Venezuela voltaram a ficar turbulentas depois da decisão de Uribe de firmar um acordo com os EUA que permite aos militares norte-americanos o uso de pelo menos sete bases colombianas no combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
Chávez garante que as bases constituem uma ameaça para seu país e seu projeto político de implementação do socialismo, enquanto Uribe nega que essas instalações possam ser usadas para ataque a vizinhos ou desenvolvimento de projetos intervencionistas.
Chávez tem como aliado nessas rejeição o presidente da Bolívia, Evo Morales, que recentemente chamou Uribe de "traidor" por permitir a presença de militares norte-americanos em seu território e na América Latina.
A questão das bases será abordada pelos presidentes sul-americanos na sexta-feira, em uma cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Bariloche, na Argentina.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Brasil - Petrobrás em queda


A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 13,55 bilhões no primeiro semestre deste ano, queda de 20% frente aos R$ 16,956 bilhões observados entre janeiro e junho de 2008, que haviam sido recordes na história da empresa. No segundo trimestre, a estatal lucrou R$ 7,734 bilhões, redução de 20,4% em relação aos R$ 9,717 bilhões verificados em igual período no ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, no entanto, houve alta de 33%, na comparação com os R$ 5,816 bilhões registrados de janeiro a março. O resultado, no trimestre, ficou acima das previsões dos analistas consultados pela Folha Online, que estimaram lucro entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. A queda no lucro líquido da Petrobras no semestre teve influência decisiva da cotação do barril tipo Brent do petróleo no mercado internacional. De janeiro a junho de 2008, o barril custava, em média, US$ 123. Este ano, em período semelhante, o barril era cotado a US$ 59,60, em média. Outro fator que impactou positivamente o resultado da Petrobras foi a balança comercial da companhia, que somente no segundo trimestre, registrou superávit de R$ 1,45 bilhão. Esse desempenho foi obtido em função da diminuição das importações de diesel, em função da menor demanda, seja pela crise ou pelo desligamentos das térmelétricas movidas a óleo na maior parte deste ano. O aumento de biodiesel na matriz brasileira também possibilitou que se comprasse menos diesel no exterior. A receita líquida atingiu R$ 44,6 bilhões no segundo trimestre, um decréscimo de 18% na comparação com o resultado no segundo trimestre de 2008. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 17,513 bilhões, 6% abaixo do apurado de abril a junho do ano passado. A produção total da companhia foi de 2,524 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), apresentando altas de 2% sobre o primeiro trimestre e de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Os investimentos da Petrobras nos seis primeiros meses de 2009 totalizaram R$ 32,5 bilhões. Deste total, o destaque ficou para a ampliação da capacidade futura de produção de petróleo e gás natural no país, que consumiu 45% do total.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Governo Federal - Gripe Suína

O Governo Federal gastou menos de um décimo do dinheiro separado para o combate da Influenza A (H1N1) - a gripe suína - no país.No dia 20 de maio de 2009, foram anunciados R$ 129,5 milhões para a prevenção de uma pandemia do vírus -verbas liberadas através da Medida Provisória 463. Mas até o dia 3 agosto, somente R$ 11,9 milhões (ou 9,2%) haviam sido efetivamente gastos.O Ministério da Saúde é o responsável pela maior parte do dinheiro (R$ 102,4 mi). Segundo a assessoria do ministério, a demora nos gastos ocorre porque "a execução dos recursos leva em conta os diferentes cenários e as necessidades geradas pelo comportamento da doença".A pasta ainda argumenta que a maior parte dos recursos já está comprometida com os gastos. Segundo dados do ministério, R$ 68 milhões estão empenhados - ou seja, já tem destino e objetivos certos, mas falta a efetiva prestação do serviço para que o governo pague o valor ao prestador.
Mais sobre o vírus

Aprender a identificar os estados gripais e desvendar os mitos sobre a gripe suína pode ajudar a controlar a ansiedade que a doença vem provocando.

Gripe e resfriado têm as mesmas causas e sintomas parecidos

FALSO - As gripes comuns são causadas pelo vírus influenza A, B ou C, que infectam as vias aéreas (nariz, garganta e pulmões). Os sintomas podem ser: indisposição, febre alta (persistente de 3 a 5 dias), tosse, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, coriza, fadiga e mal-estar generalizado. Em alguns casos, pode haver náuseas, vômito e diarreia. Nos resfriados, a febre é baixa ou ausente e ocorre de 2 a 4 dias. Em geral, são causados por rinovírus (existem mais de 100 deles), parainfluenza (4 tipos), adenovírus (50 tipos) e coronavírus (4 tipos humanos), entre outros. Na gripe suína, os sintomas são similares aos das gripes comuns, mas, de um modo geral, a vítima não apresenta coriza e pode ter mais náuseas e vômito.

Tomar vitamina C previne a gripe suína

FALSO - Tomar vitamina C não previne a gripe suína. A falta dessa vitamina tem relação com a gripe porque níveis alterados desse nutriente podem levar a alterações do sistema imunológico. Assim, seu uso é indicado somente para situações onde há deficiência desse nutriente, cuja falta prejudica não só o desempenho do organismo na defesa contra a influeza A, como para outras doenças. Entretanto, não existe comprovação de que, em organismos bem nutridos, a vitamina C traga benefícios extras. Ao contrário, seu consumo indiscriminado pode até trazer efeitos tóxicos para o indivíduo. Por isso, a dosagem ideal deve ser indicada por um médico.

Tomar chá de alho, hortelã ajuda a aplacar a gripe suína

PARCIALMENTE VERDADEIRO - Ainda não existem evidências científicas de que o consumo dessas ervas possam ter efeitos protetivos contra a gripe suína. Mas, especialistas em medicina natural afirmam que o alho é útil nas infecções do aparelho respiratório e suas propriedades combatem a proliferação de vírus. Se consumido junto como complemento ao tratamento convencional, pode ter serventia. Quanto à hortelã, trata-se de um brando germicida natural utilizado para alívio de incômodos do aparelho digestivo, conferindo mero efeito refrescante para o aparelho respiratório.

Os medicamentos usados contra gripe suína podem gerar resistência


VERDADEIRO - Os remédios utilizados para a gripe suína agem inibindo a disseminação do vírus, que tem capacidade de mudar e se adaptar, criando mecanismos de reprodução imprevisíveis, podem gerar resistência.
Pegar vento ou andar descalço pode predispor à gripe suína
PARCIALMENTE VERDADEIRO - A exposição ao frio ou calor excessivo pode prejudicar várias funções do corpo, podendo causar alterações metabólicas, incluindo modificações nas condições das defesas imunológicas. Um exemplo disso é a mudança brusca do tempo, que predispõe a quadros alérgicos com aparecimento de secreção: se a pessoa se expõe ao vírus, com alteração anatômica e funcional das mucosas do trato respiratório (pelo quadro alérgico), terá maior dificuldade para se defender do vírus.
Se alguém pegar o vírus ficará imune à doença, mesmo que ela se manifeste em uma eventual segunda onda
FALSO - Uma vez infectada, a pessoa fica imune ao vírus e, portanto, não ocorrerá a reincidência da doença. Mas se esse mesmo vírus vier a sofrer mutações, gerando uma segunda onda de contágio, o indivíduo não estará imune à versão mutante.
O vírus pode ficar incubado ao longo da vida e pode se manifestar no futuro
FALSO - O H1N1 não causa esse tipo de fenômeno.
Obesidade pode aumentar a predisposição ao vírus
VERDADEIRO - Estudo realizado na Califórnia revelou que 2/3 dos pacientes diagnosticados com a gripe suína, tinham doenças crônicas como asma, obstrução pulmonar, imunodeficiência, doença cardíaca (congênita ou coronária) e diabetes. A grande surpresa foi ter identificado entre elas a obesidade, que se cogita incluir no rol das condições de risco. Acredita-se que o excesso de peso na região abdominal comprima o pulmão, agravando os sintomas da doença.

Irã- Protestos pós eleições

Líderes oposicionistas iranianos disseram que 69 pessoas foram mortas nos protestos depois das polêmicas eleições de junho -- mais do que o dobro da cifra oficial de 26 mortos -- e o Parlamento prometeu investigar, disseram jornais reformistas nesta terça-feira.
Muitos conservadores compartilham da indignação dos reformistas pelo tratamento dispensado a mais de 4.000 pessoas que oficialmente foram detidas durante as manifestações que se seguiram à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
A oposição diz que o pleito foi fraudado, acusação negada por autoridades, inclusive o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, que acusou potências ocidentais de promoverem os distúrbios.
"Os nomes de 69 pessoas que foram mortas nos distúrbios pós-eleitorais... foram submetidos ao Parlamento para investigação. O relatório também incluiu os nomes de cerca de 220 detentos", disse Alireza Hosseini Beheshti, aliado do ex-candidato moderado à Presidência Mirhossein Mousavi, ao jornal Sarmayeh."
Alireza Jamshidi, porta-voz do Poder Judiciário, disse em entrevista coletiva que mais de 4.000 manifestantes foram detidos depois da eleição, sendo que 3.700 foram soltos no prazo de uma semana.
Ainda há políticos, jornalistas, ativistas e advogados detidos, segundo ele.Ali Larijani, presidente do Parlamento, disse após uma reunião na segunda-feira com membros de uma comissão parlamentar de inquérito que os casos de mortes e prisões serão cuidadosamente avaliados, disse o jornal Etemad-e Melli.
Mehdi Karoubi, que também disputou a eleição de 12 de junho, disse no domingo que alguns manifestantes -- homens e mulheres -- sofreram violações sexuais na prisão. Ele disse que escreveu há dez dias para o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, um moderado que hoje dirige um importante órgão arbitral, pedindo um inquérito, mas que não recebeu resposta.
"Tais acusações (de abusos contra detentos) serão investigadas pelo Parlamento", disse Larijani, um conservador que frequentemente criticava as políticas de Ahmadinejad.Rafsanjani, que apoiou Mousavi na eleição, anunciou que não conduzirá preces na sexta-feira desta semana para evitar que se repitam os confrontos que se seguiram ao seu último sermão.Seguidores de Mousavi e policiais entraram em confronto em 17 de julho depois que Rafsanjani declarou pelo rádio que a República Islâmica havia mergulhado numa crise por causa da eleição.Rafsanjani também exigiu a libertação de personalidades oposicionistas, num aparente desafio ao líder supremo Khamenei, que se posicionou fortemente ao lado de Ahmadinejad.
O presidente, que tomou posse na semana passada, deve nomear um gabinete e buscar aprovação do Parlamento, num processo que pode ser complicado.

Crise Econômica- Corrupção

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou nesta quarta-feira (12) a representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM). O tucano disse que vai devolver mais de R$ 210 mil aos cofres da Casa para ressarcir as despesas de um assessor que continuou recebendo dinheiro público mesmo vivendo na Europa. Segundo Duque, o pagamento - a qualquer tempo - extingue a ação penal. Ele baseou os argumentos dele em uma decisão do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, que trata de caso semelhante. Exaltado, Virgilio disse, sem citar nomes, que há "outros casos de pessoas trabalhando fora do país". Virgilio também é acusado de ter influenciado para pedir ressarcimento por despesas com tratamento de saúde de sua mãe no valor de cerca de R$ 780 mil (o teto é de R$ 30 mil). Duque justificou o arquivamento dessa representação ao alegar que "no que diz respeito às despesas do tratamento médico da genitora do representado, não era ele o ordenador de despesas nem tinha o poder de autorizar o pagamento, restando-lhe, no máximo, o papel de peticionário, no caso. Ora, não há ilicitude em formular um pedido."O senador tucano também foi acusado pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), de ter quebrado o decoro ao receber empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia, envolvido em denúncias de corrupção e de ter omitido da Receita Federal o imóvel onde vive.Sobre essas últimas duas acusações, Duque alegou que "a representação não pode ser acolhida pela simples razão de eles não configurarem competência deste Conselho". Segundo Duque, o Conselho de Ética só deve fazer "o exame da legitimidade ativa do representante" e, portanto, não haveria porque o conselho investigar o empréstimo ou a omissão da casa, que não tem ligação com a atividade legislativa.Tanto Duque quanto Virgilio negaram que haja um acordo para dar fim aos processos contra o tucano, contra Renan e Sarney. "Eu não sei se o PMDB aconselhou o arquivamento, mas eu não posso aceitar que para provar que não teve acordo fossem cassar meu mandato", afirmou Virgilio."Eu sugiro aos menos apressados que esperem, pois nós vamos mostrar se houve ou não houve o tal acordão", ironizou Virgilio referindo-se às próximas votações no Conselho de Ética.
Arquivamentos

Paulo Duque é suplente do suplente na vaga deixada pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O presidente do Conselho de Ética do Senado já arquivou todos os pedidos de investigação contra Sarney, mas a oposição recorreu. A oposição votará a favor do desarquivamento dos processos contra Renan e Sarney no Conselho do Ética.