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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Boatos fazem governo negar fim do Bolsa Família
Uma onda de boatos de que o governo iria suspender o Bolsa Família, principal programa de transferência de renda federal, levou o Ministério do Desenvolvimento Social a divulgar uma nota negando a possibilidade.
Após os boatos, segundo informações preliminares, houve corrida a caixas eletrônicos em algumas cidades do Nordeste.
O programa existe há dez anos e atende 13,8 milhões de famílias.
"O Ministério do Desenvolvimento Social reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras do programa", diz a nota.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Banda larga no Brasil é a 2ª mais cara entre 15 países, diz pesquisa
O brasileiro precisa trabalhar 5,01 horas por mês para se conectar à rede de banda larga fixa de 1 Mbps. O país só perde para a Argentina, onde são necessárias 5,15 horas. O Japão aparece na última posição do ranking: naquele país, a população precisa trabalhar 0,015 hora para pagar pelo acesso.
HORAS DE TRABALHO PARA PAGAR INTERNET POR MÊS
| POSIÇÃO | PAÍS | PREÇO DE 1 MBPS (EM US$) POR MÊS | RENDA PER CAPITA POR HORA (EM US$) | HORAS PARA PAGAR INTERNET |
| 1º | Argentina | 46 | 8,92 | 5,15 |
| 2º | Brasil | 25,06 | 5,00 | 5,01 |
| 3º | África do Sul | 19,04 | 5,57 | 3 |
| 4º | Chile | 23,04 | 8,5 | 2,71 |
| 5º | Polônia | 13 | 10 | 1,3 |
| 6º | Portugal | 10,99 | 12 | 0,91 |
| 7º | Canadá | 6,5 | 20 | 0,32 |
| 8º | Holanda | 4,31 | 22 | 0,2 |
| 9º | Finlândia | 2,77 | 19 | 0,14 |
| 10º | Estados Unidos | 3,33 | 25 | 0,13 |
| 11º | Noruega | 4,04 | 32 | 0,12 |
| 12º | França | 1,64 | 18 | 0,09 |
| 13º | Suécia | 0,63 | 21 | 0,03 |
| Coreia do Sul | 0,45 | 15 | 0,03 | |
| 15º | Japão | 0,27 | 18 | 0,015 |
O levantamento foi feito pelo economista e professor da FGV Samy Dana em parceria com o graduando em Economia pela UFV-MG (Universidade Federal de Viçosa) Victor Candido.
Os cálculos foram feitos com base nos dados do relatório The State of the Internet (da consultoria Akamai) e do Internet World Stats Broadband Penetration (do Internet World Stats). Para se chegar à renda média per capita de cada país, foram usados dados do Banco Mundial.
Segundo esses dados, o preço médio do acesso no Brasil a uma velocidade de 1 Mbps é de US$ 25,06, ou cerca de R$ 50,52 por mês segundo a cotação do último dia 10 de maio. Considerou-se uma renda média por hora, per capita, de US$ 5, ou R$ 10,08.
Para efeito de comparação, no Japão, o valor médio cobrado pelo acesso à internet é de US$ 0,27, ou R$ 0,55. Como a renda média per capita recebida por hora lá é mais alta (US$ 18, ou R$ 36,32), a quantidade de horas de trabalho necessárias para se fazer o acesso é bem menor.
Na pesquisa, foram selecionados países que lideram o acesso à internet no mundo, entre nações desenvolvidas e emergentes.
Muitos tributos e pouca concorrência
Para o economista Samy Dana, o alto preço cobrado no Brasil tem relação com a alta carga tributária: enquanto o país paga 40% de impostos sobre os serviços de banda larga, no Japão os tributos representam 5% do preço."De um lado, existe um governo que tributa muito. Por outro lado, o setor tem poucas empresas, o que faz com que a concorrência seja pequena para a dimensão que o país tem. Um setor de pouca competição e com regulação ineficiente deixa o consumidor refém do preço. O resultado é um serviço ruim e caro, que acaba sendo um entrave para o desenvolvimento do país", diz o economista.
Preço caiu 68% desde 2008
O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, questiona a comparação com países como o Japão."O brasileiro também gasta mais tempo para comprar um automóvel ou um iPad do que um japonês. Mas pesquisas mostram que o preço da banda larga fixa caiu 68% desde 2008 no Brasil", afirma. "Se o serviço fosse tão caro, não haveria tanta gente usando."
Levy afirma que a cobrança de acesso a uma velocidade de 1 Mbps por US$ 25,06, ou pouco mais de R$ 50, não é realidade no país, sobretudo por causa das promoções feitas pelas empresas.
A associação cita dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), organismo da ONU, que mostram que o brasileiro gasta, em média, US$ 17,22 ao mês com banda larga, ou R$ 34,86. No Japão, segundo a UIT, o gasto médio mensal é de US$ 24,41, ou R$ 49,41. A pesquisa da UIT não fala em velocidade (considera apenas o valor mensal para fazer um download de 1 Gigabyte).
Os realizadores do estudo dizem que o valor usado é uma média geral, considerando cidades de todos os portes.
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8 / 13segunda-feira, 13 de maio de 2013
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Outro lado
ECONOMIA NO BRASIL E NO MUNDO
Profissionais negras descrevem memórias de preconceito no cotidiano
Uma delas, a historiadora e advogada Miracema Alves, resumiu assim a situação enfrentada por ela e outros negros no país: "A exclusão no Brasil é tão pesada que ela se torna uma coisa natural, as pessoas começam a ver aquilo com naturalidade."
Confira abaixo trechos dos depoimentos.
Luciana Barreto, jornalista
(Depois de passar no vestibular) eu achava que era o fim do meu drama, mas era só o começo. Porque eu já estava desempregada, e o valor da passagem da minha casa para a universidade ficava um terço do salário do meu pai.
Aí caiu a ficha. Meu pai era motorista de ônibus e nessa época ele tinha amigos em uma empresa que fazia essa linha de Cabuçu (bairro de Nova Iguaçu), onde eu morava, até o Rio de Janeiro. (Então) eu pegava carona com motoristas. Na verdade o fiscal me botou para fora várias vezes, era aquele drama. Outro trecho eu fazia a pé e, em outro, pagava passagem.
Todo dia tinha que ter um esquema. Eu fazia faxina para ajudar na passagem, eu vendia bijuteria, enfim, fazia tudo que era possível. E eu contava muito com a ajuda de amigos, parentes, a solidariedade de gente do bairro.
Era uma dificuldade, você imagina que eu precisava acordar às 3h30 da manhã. Eu pegava o ônibus de 4h20 para pegar a aula das 8h. Então eu pegava carona, eu já estava muito humilhada. Eu não tinha dinheiro para comer, passava o dia inteiro sem comer, uma vez eu desmaiei, isso acontecia com muitos alunos.
Era tudo muito novo para todo mundo. Aquele era um mundo muito diferente, desde a vestimenta, desde a nossa aparência.
Eu me lembro de que no meu trote, de cento e poucas pessoas, eu era a única negra. Eu fui durante um bom tempo a única negra desse curso, do jornalismo. Quando eu entrei na universidade, no meu primeiro dia, eu chorei muito. Eu falei para minha mãe, "eu não quero mais voltar, esse mundo não me pertence, eu não tenho condições de enfrentar isso".
Do terceiro semestre em diante eu arrumei estágio. Eu entrei no jornalismo porque meu sonho era trabalhar no antigo Jornal do Brasil, (mas) eu fazia prova (de estágio) para jornais impressos e não passava para nenhum e fazia provas para a televisão e passava.
Enfim, o fato é que Deus me abençoou muito e eu fui ficando no mercado de televisão. Eu vou te dizer, vou fazer 12 anos de formada e não fiquei nenhum dia desempregada.
Aí eu entrei no vídeo, fui fazendo vídeo, e eu tive muitas dificuldades de preconceito racial. Você não imagina o quanto a gente passa de preconceito racial.
(As pessoas dizem) ah, você está no vídeo porque você é negra, porque eles precisam de alguém negro. Você nunca está no vídeo porque você é competente.
Miracema Alves dos Santos, historiadora e advogada
- A historiadora e advogada Miracema Alves teve de convencer um professor de que a resposta certa em uma prova era fruto de seus estudos, não "adivinhação"
(Mas) eu decidi que eu ia fazer um mestrado em história. Aí tentei, passei na prova, os professores elogiaram a minha prova, mas depois me reprovaram na entrevista.
Quando eu saí da entrevista, toda felizinha e tal, tinha uma moça negra que trabalhava lá na universidade que me chamou e disse: "calma".
Eu levei um susto, porque na entrevista eles me disseram que a minha prova estava muito boa e mesmo assim me reprovaram.
Eu sempre fui muito crítica, desde criança, minha mãe fala. E fazer história foi uma maneira de eu entender melhor os porquês. Você sabe, você é criança na escola e você sofre preconceito o tempo todo. Entre os seus colegas de escola, todo mundo namora, mas você tem mais dificuldade de arrumar um namorado, apesar de você ser bonita. Hoje, eu sei que eu sou bonita, mas, quando eu era criança, tudo me fazia crer que eu era feia, porque o negro é feio.
Aí eu fiquei tão decepcionada que falei: quer saber uma coisa? Vou tentar o direito. Aí eu tentei, consegui entrar na PUC, fiquei toda feliz. Eu entrei direto, no sistema de reingresso. Como eu já tinha graduação, eu podia tentar essa forma, e foi o que eu fiz. E aí eles me admitiram. Entrei em 1994 e me formei em 1999.
Eu fazia PUC de manhã, dava aula à noite. Quando eu entrei na PUC eu entrei pagando porque eu trabalhava, dava para pagar, bem apertado, porque era caro, mas eu entrei pagando. Mas aí eu fui demitida e pedi bolsa. Acredito que, porque eu tinha notas muito boas, eles me concederam prontamente. Eu achava que era uma bolsa que eu teria que pagar depois, mas, porque eu era negra, eles acabaram me incluindo nesse grupo (de negros e carentes) sem eu nem saber.
Hoje, além de dar aula (de história) em três escolas, eu advogo. Mas aconteceu exatamente o contrário do que eu planejei, eu planejei trabalhar mais com o direito. Eu advogo para os meus amigos e conhecidos, eu tenho uma clientela que é muito pequena, eu não ganho dinheiro com o direito, ganho uns trocados, né? Quando pinta um trocado.
Uma vez eu fiz uma prova, tirei nota boa, mas aí eu notei que o professor não tinha considerado uma questão que eu sabia que estava certa. Aí eu cheguei para o professor e perguntei : "e essa questão aqui?". E ele falou assim, "como é que você adivinhou isso?" Aí eu falei: "professor, eu não adivinhei, eu estudei".
Pois é, essa questão do preconceito é muito difícil. Quando não é uma coisa muito direta e alguém te chama de macaca, quando não é uma coisa assim, bem direta, fica sempre a dúvida.
Você sabe que o brasileiro criou formas de ser preconceituoso sem demonstrar completamente. É a questão do preconceito velado. Às vezes, eu converso com meus colegas brancos sobre situações que eu passo e eles dizem: "ah, mas pode não ter sido preconceito". É realmente pode não ter sido, mas quando você é negro, você sente a diferença, porque é com você.
A exclusão no Brasil é tão pesada que ela se torna uma coisa natural, as pessoas começam a ver aquilo com naturalidade. O preconceito está nisso, em achar que um negro só pode estar em posições e lugares subalternos.
terça-feira, 19 de março de 2013
AMIL
BOLSAS DE VALORES EUROPA
BASE MILITAR ESTADOS UNIDOS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
SUS - OBESIDADE
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
segunda-feira, 25 de abril de 2011
União Europeia pede "reformas profundas" após violência na Síria
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, condenou neste sábado os atos "intoleráveis" de violência na Síria e considerou "essencial" que Damasco inicie reformas políticas.
O governo sírio deve "parar imediatamente de recorrer à força brutal contra os manifestantes" e começar a "respeitar seu direito de protestar", disse.
Os tiros contra os manifestantes "são intoleráveis", destacou a Alta Representante da UE para Relações Exteriores, ao afirmar que "todos os responsáveis pelos crimes deverão ser levados à justiça".
Apesar do anúncio da suspensão do estado de emergência na Síria, "reformas confiáveis só poderão ser medidas com verdadeiros progressos no terreno".
"Peço ao governo sírio que realize reformas políticas profundas, começando pelo respeito aos direitos mais elementares, às liberdades fundamentais e ao Estado de direito".
MORTOS
Tropas de segurança do ditador sírio Bashar Assad abriram fogo contra milhares de participantes das procissões dos funerais de rebeldes neste sábado, matando no mínimo nove pessoas. Em protesto, dois deputados sírios também renunciaram.
Os disparos teriam ocorrido em dois funerais: em Douma (perto da capital Damasco) e no vilarejo de Izraa. No primeiro, quatro teriam sido mortos pelas forças de segurança sírias. Já em Izraa, cinco pessoas teriam morrido, de acordo com ativistas de direitos humanos.
| Efe | ||
| Milhares foram às ruas em Homs durante os funerais dos mais de 80 mortos pelas tropas de segurança da Síria |
Segundo testemunhas, cerca de 50 mil participaram dos dois funerais. Não se pôde confirmar o relato porque a Síria expulsou e restringiu o acesso de jornalistas ao país. A testemunha falou sob condição de anonimato por temer represálias.
A renúncia dos parlamentares Nasser Hariri e Khalil Rifai ocorreu para protestar contra a sangrenta repressão das manifestações contra o regime. Ambos alegaram frustração por não poder proteger os eleitores.
CONFRONTOS
Entre hoje e ontem, 120 pessoas teriam morrido, no período mais sangrento desde que começaram as manifestações contra o regime sírio, segundo segundo a ONG Organização Nacional por Direitos Humanos da Síria.
Segundo ativistas da oposição, algumas áreas de Damasco amanheceram cercadas pelo Exército e a polícia, enquanto na cidade central de Homs as autoridades rejeitam entregar os cadáveres a suas famílias até que estas digam à televisão que grupos de salafistas mataram seus filhos.
| Associated Press | ||
| Imagem de celular feita por militantes mostra bandeira da Síria coberta de sangue; nove morreram no sábado |
Não houve pronunciamentos do governo de Damasco sobre os distúrbios.
De acordo com organismos de direitos humanos, cerca de 300 pessoas morreram desde que, em meados de março, se intensificaram os protestos políticos na Síria, que começaram em fevereiro.
| Associated Press | ||
| Imagem feita pelos militantes mostra centenas nas ruas na Síria; oposição diz que 50 mil foram aos funerais |
EUA E FRANÇA CONDENAM
Em reação ao dia mais sangrento da repressão síria aos protestos, o presidente americano Barack Obama pediu o fim "imediato" dos confrontos e condenou o "recurso ultrajante à violência" utilizado pelo governo de Al Assad pra conter as manifestações e apontou ajuda de Teerã a Damasco.
"Este ultrajante uso da violência para conter os protestos precisa ser interrompido imediatamente. Ao invés de ouvir seu próprio povo, Assad está culpando outros enquanto busca auxílio do Irã para reprimir os cidadãos da Síria por meio das mesmas técnicas brutais que já foram usadas pelos aliados iranianos", disse.
Confrontos na Síria deixam mais 4 mortos; vítimas chegam a 352
Quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas neste domingo em confrontos com as forças de segurança em Jable, perto de Latakia, no noroeste da Síria, informou um porta-voz do Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.
O novo governador da região visitou a cidade e, depois de sua visita, as forças de ordem cercaram a cidade e começaram a disparar, completou o porta-voz.
Até agora, não tinham sido registradas vítimas fatais neste domingo, depois de dois dias sangrentos durante os quais a repressão às manifestações contrárias ao regime do presidente sírio Bashar al Assad deixou ao menos 120 mortos, segundo uma lista nominativa do Comitê de Mártires da Revolução de 15 de março.
Com essas quatro mortes, o balanço de vítimas desde o início do movimento de contestação em 15 de março sobe para 352 mortos, segundo as cifras recolhidas pela AFP.
Pouco depois do anúncio das mortes em Jable, em torno de 3.000 moradores de Banias, cidade localizada a cerca de 50 km de Latakia, organizaram em solidariedade uma manifestação na estrada que une Latakia a Damasco, segundo a mesma fonte.
Os manifestantes, que pediam o cessar dos disparos das forças de segurança em jable, afirmaram que não levantariam o bloqueio da estrada enquanto não tivessem suas demandas atendidas.
Bombardeio da Otan destrói complexo residencial de Gaddafi em Trípol
Aviões da Otan bombardearam na madrugada desta segunda-feira a cidade de Trípoli atingindo um grande prédio do complexo onde reside o ditador líbio Muammar Gaddafi, destruindo totalmente a instalação.
Segundo informações da agência France Presse, as detonações tiveram uma força inédita no centro da cidade e fizeram tremer o hotel onde estão os correspondentes da imprensa estrangeira em Trípoli.
Os ataques, avaliados pelo governo líbio como uma tentativa de assassinato de Gaddafi, ocorreram por volta da 00h10 local (19h10 em Brasília) em vários bairros da cidade.
Segundo a imprensa oficial, 45 pessoas ficaram feridas pelos bombardeios, 15 delas em estado grave.
Três emissora de televisão locais --TV Líbia, Jamahiriya e Shababiya-- ficaram cerca de meia-hora fora do ar após os bombardeios.
| Louafi Larbi /Reuters | ||
| Complexo residencial de Gaddafi fica destruído após bombardeio da Otan |
A aviação da Otan retomou seus ataques à capital líbia na noite de sexta-feira, quando diversas explosões atingiram Bab al Aziziya.
No sábado, Tripoli foi alvo de ao menos dois bombardeios da Otan, às 19h45 (14h42 em Brasília) e às 22h40 local (17h40 em Brasília).
Os aviões da Aliança Atlântica também atacaram no sábado alvos nas cidades de Sirte, Al Joms, Al Assa e Gharyen, causando um "certo número de vítimas", segundo a agência oficial líbia Jana.
MISRATA
Ao menos 36 pessoas foram mortas em ataques na cidade de Misrata por forças leais a Gaddafi desde o último sábado, disse um porta-voz rebelde.
Segundo ele, oito pessoas foram mortas em bombardeios no domingo e 28 no sábado. Mais de 100 ficaram feridas durante o mesmo período, afirmou o porta-voz Safieddin.
"As brigadas de Gaddafi, usando foguetes Grad, fizeram bombardeios aleatórios no domingo. Eles alvejaram diversas áreas aqui. São oito mártires. Trinta e quatro pessoas também ficaram feridas", disse.
Soldados do governo capturados disseram que receberam ordens para recuar da cidade costeira depois de um sítio de quase dois meses. E os rebeldes que lutam para derrubar Gaddafi declararam a vitória na cidade no sábado.
"A situação é muito perigosa", disse o porta-voz dos rebeldes Abdelsalam por telefone de Misrata.
"As brigadas de Gaddafi começaram a bombardear a esmo de manhã bem cedo. O bombardeio continua. Eles alvejaram o centro da cidade, em especial a rua Trípoli e três áreas residenciais."
Ele não deu indicações do número de mortos. Centenas já morreram na luta por Misrata, a única cidade no oeste do país que está nas mãos dos rebeldes.
Com France Presse e Reuters
sexta-feira, 12 de março de 2010
EUROPA: ETA, IRA E OS CONFLITOS NO CÁUCASO
O grupo ETA ( Euzkadi Ta Askatasuna, na língua basca, cujo significado é"PÁTRIA BASCA E LIBERDADE")foi fundado em 1959 e luta pela autodeterminação do País Basco e da Navarra, por meio de ações armadas, nas quais os alvos são membros da guarda civil e do governo espanhol. O IRA surgiu durante o final dos anos 60, auto-designando-se defensor da minoria católica do Norte, cujos esforços para obter direitos civis de forma pacífica obtiveram como resposta a violência da maioria protestante unionista. Até aos anos 90, a organização levou a cabo atos terroristas como ataques furtivos, bombas e assassinatos, num esforço de conseguir a independência de Inglaterra e reunificar a província com a República da Irlanda. O Sinn Fein, que quer dizer “Nós Sozinhos” em gaélico, é o braço político do IRA.
Após 1989, o desaparecimento da URSS permitiu a criação de três novos Estados (Armênia, Geórgia e Azerbaijão), enquanto que as seis repúblicas ciscaucasianas permaneceram no seio da Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle do Karabak, região do Azerbaijão, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia deve enfrentar o separatismo na Abecásia, assim como na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito explodiu em dezembro de 1994 na Chechênia, onde as forças armadas russas tentam submeter pela força os nacionalistas chechenos do general Djokar Doudaiev, que recusam a adesão à Federação Russa e reclamam independência.
A região do Cáucaso é um verdadeiro caldeirão étnico e religioso, marcado por tensões que atenuaram-se com o esfalecimento da União Soviética (URSS). Após a queda do império soviético a Geórgia tornou-se uma nação independente, porém herdou regiões que acabaram em seu território por acaso, como a Ossétia do Sul e a Abcásia, cuja maioria da população é de cidadania russa e que não possuem fortes vínculos com o país que integram atualmente. Em 1990 esses dois enclaves declararam-se independentes da Geórgia, que por sua vez continua a admitir que os territórios ainda são seus. Trata-se dos “conflitos congelados” do Cáucaso. Que pelo visto começaram a esquentar.Desde a Revolução das Rosas, em novembro de 2003, a Geórgia vem tentando se aproximar cada vez mais do ocidente, em especial dos Estados Unidos. Seu presidente, Mikhail Saakashvili, originalmente soviético, estudou em universidade americana e faz questão de dar entrevistas internacionais utilizando seu inglês fluente. As relações com os americanos se intensificaram e estes realizaram investimentos importantes, deram ajuda financeira e até mesmo modernizaram as Forças Armadas georgianas, em conjunto com a Otan.A localização estratégica do país -localizado no meio da rota dos combustíveis fósseis que vão da Ásia Central à Europa sem passar pelo território da Rússia- justifica a aproximação da Geórgia com os norte-americanos e contribui para intensificar os interesses russos na região.Além disso, a Geórgia não esconde suas pretensões de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o que é extremamente ofensivo aos olhos de Moscou, que sente-se irritada com a ideia de ter as fronteiras da OTAN estendidas à porta de casa.Dessa forma, a aproximação com os europeus e americanos desagrada o Kremlin, que percebe aos poucos o afastamento da Geórgia e de outros países de sua área de influência.A solução encontrada para atrapalhar ao máximo a aceitação da Geórgia na OTAN seria esquentar os conflitos nas tais áreas separatistas, acreditando na ideia de que a aliança ocidental não aceitaria um país que encontra-se em conflito com a poderosa Rússia.A ofensiva russa realizada há pouco tempo, e que chamou a atenção da comunidade internacional é, portanto, resultado desse jogo de interesses. Onde a Rússia permanece ao lado dos separatistas tendo isso como desculpa para o envio de tropas a região. O que fontes afirmam ter ocorrido de maneira “desproporcional” às ações georgianas, chocando a todos pelo fato dos ataques terem sido realizados em territórios georgianos fora da zona de conflito, forçando a Geórgia a buscar ajuda militar internacional.Após diversos projetos de resolução apresentados pela ONU e rejeitados pelo governo russo, e um cessar-fogo que acabou não sendo respeitado, a Rússia finalmente começa a retirar suas tropas da Geórgia, porém o conflito ainda não se encontra completamente resolvido.Os Conflitos no Cáucaso são uma série de guerras civis, conflitos separatistas e/ou conflitos étnicos, e até mesmo conflitos entre nações, que ocorrem na região do Cáucaso desde o desaparecimento da URSS ao fim da Guerra Fria. Grande parte do traçado das fronteiras existentes na região do Cáucaso é arbitrário e artificial e foi em grande parte estabelecido entre 1922 e 1936 pelo ditador soviético Josef Stalin, governadas com a mão-de-ferro pela URSS, essas repúblicas só teriam problemas étnicos e religiosos aflorados após a desintegração da antiga potência comunista, que permitiu a independência de três novos Estados e que atualmente fazem parte da CEI (Comunidade de Estados Independentes): Armênia, Geórgia e Azerbaijão na porção sul do Cáucaso, na área denominada Transcaucásia. Enquanto que na porção norte do Cáucaso, denominada de Ciscaucasia encontram-se 8 repúblicas e regiões autônomas que permaneceram no seio Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle de Nagorno Karabakh, região do Azerbaijão, mas habitado majoritariamente por armênios, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia enfrenta o separatismo na Abkházia e na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito as repúblicas da Chechênia, Daguestão e Inguchétia almejam a independência.Os conflitos são de interesse global, uma vez que a região é um ponto estratégico devido aos oleodutos que atravessam o Cáucaso, ligando as reservas de petróleo e gás no Azerbaijão e Cazaquistão a Moscou e aos portos da Europa, que se tornaram assuntos estratégicos.
A questão étnico cultural
ORIENTE MÉDIO - A QUESTÃO DA PALESTINA
MURO DAS LAMENTAÇÕES
A partir desse momento os conflitos deixaram de ser ideológicos (capitalismo x socialismo) e passaram a ser influenciados por questões separatistas, religiosas e étnicas.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe. A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes:
-um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.
Os principais acontecimentos :
1947 – A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados – um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes.
1948 – Os Judeus proclamam o Estado de Israel, provocando a reação dos países árabes. Primeira Guerra Árabe-Israelense. Vitória de Israel sobre o Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano e ampliação do território israelense em relação ao que fora estipulado pela ONU. Centenas de milhares de palestinos são expulsos para os países vizinhos. Como territórios palestinos restaram a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ocupadas respectivamente por tropas egípcias e jordanianas.
1956 – Guerra entre Israel e o Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado.
1964 – Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja pretensão inicial era destruir Israel e criar um Estado Árabe Palestino. Utilizando táticas terroristas e sofrendo pesadas retaliações israelenses, a OLP não alcançou seu objetivo e, com o decorrer do tempo, passou a admitir implicitamente a existência de Israel.
1967 – Guerra dos Seis Dias. Atacando fulminantemente em três frentes, os israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados pelos palestinos) e tomam a Península do Sinai ao Egito, bem como as Colinas de Golan à Síria.
1970 – “Setembro Negro”. Desejando pôr fim às retaliações israelenses contra a Jordânia, de onde provinha a quase totalidade das incursões palestinas contra Israel, o rei Hussein ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Centenas deles são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Líbano.
1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Aproveitando o feriado religioso judaico, Egito e Síria atacam Israel; são porém derrotados e os israelenses conservam em seu poder os territórios ocupados em 1967. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo.
1977 – Pela primeira vez, desde a fundação de Israel, uma coalizão conservadora (o Bloco Likud) obtém maioria parla mentar. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, inicia o assentamento de colonos judeus nos territórios ocupados em 1967.
1979 – Acordo de Camp David. O Egito é o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Este, em contrapartida, devolve a Península do Sinai ao Egito (cláusula cumprida somente em 1982). Em 1981, militares egípcios contrários à paz com Israel assassinam o presidente Anwar Sadat.
1982 – Israel invade o Líbano (então em plena guerra civil entre cristãos e muçulmanos) e consegue expulsar a OLP do território libanês. Os israelenses chegam a ocupar Beirute, capital do Líbano. Ocorrem massacres de refugiados palestinos pelas milícias cristãs libanesas, com a conivência dos israelenses.
1985 – As tropas israelenses recuam para o sul do Líbano, onde mantêm uma “zona de segurança” com pouco mais de 10 km de largura. Para combater a ocupação israelense, forma-se o Hezbollah (“Partido de Deus”), organização xiita libanesa apoiada pelo governo islâmico fundamentalista do Irã.
1987 – Começa em Gaza (e se estende à Cisjordânia) a Intifada (“Revolta Popular”) dos palestinos contra a ocupação israelense. Basicamente, a Intifada consiste em manisfestações diárias da população civil, que arremessa pedras contra os soldados israelenses. Estes freqüentemente revidam a bala, provocando mortes e prejudicando a imagem de Israel junto à opinião internacional. Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos. A Intifada termina em 1992.
1993 – Com a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, firmam em Washington um acordo prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, com autonomia administrativa e policial em alguns pontos do território palestino. Prevê-se também a progressiva retirada das forças israelenses de Gaza e da Cisjordânia. Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo. Mas duas organizações extremistas palestinas (Hamas e Jihad Islâmica) opõem-se aos termos do acordo, assim como os judeus ultranacionalistas.
1994 – Arafat retorna à Palestina, depois de 27 anos de exílio, como chefe da Autoridade Nacional Palestina (eleições realizadas em 1996 o confirmam como presidente) e se instala em Jericó. Sua jurisdição abrange algumas localidades da Cisjordânia e a Faixa de Gaza – embora nesta última 4 000 colonos judeus permaneçam sob administração e proteção militar israelenses. O mesmo ocorre com os assentamentos na Cisjordânia. Na cidade de Hebron (120 000 habitantes palestinos), por exemplo, 600 colonos vivem com o apoio de tropas de Israel. Nesse mesmo ano, a Jordânia é o segundo país árabe a assinar um tratado de paz com os israelenses.
1995 – Acordo entre Israel e a OLP para conceder autonomia (mas não soberania) a toda a Palestina, em prazo ainda indeterminado. Em 4 de novembro, Rabin é assassinado por um extremista judeu.
1996 – É eleito primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, do Partido Likud (antes denominado Bloco Liked), que paralisa a retirada das tropas de ocupação dos territórios palestinos e intensifica os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em meio à população predominantemente árabe. O processo de pacificação da região entra em compasso de espera, ao mesmo tempo em que recrudescem os atentados terroristas palestinos. Em Israel, o primeiro-ministro (chefe do governo) é eleito pelo voto direto dos cidadãos.
1999 – Ehud Barak, do Partido Trabalhista (ao qual também pertencia Yitzhak Rabin), é eleito primeiro-ministro e retoma as negociações com Arafat, mas sem que se produzam resultados práticos.
2000 – Israel retira-se da “zona de segurança” no sul do Líbano. Enfraquecido politicamente, devido à falta de progresso no camiho da paz, e também devido às ações terroristas palestinas (não obstante as represálias israelenses), Barak renuncia ao cargo de primeiro-ministro. São convocadas novas eleições, nas quais ele se reapresenta como candidato. Mas o vencedor é o general da reserva Ariel Sharon, do Partido Likud, implacável inimigo dos palestinos. Pouco antes das eleições, começa nos territórios ocupados uma nova Intifada.
2001 – Agrava-se o ciclo de violência: manifestações contra a ocupação israelense, atentados suicidas palestinos e graves retaliações israelenses. Nesse contexto, Yasser Arafat, já septuagenário, parece incapaz de manter a autoridade sobre seus compatriotas ou de restabelecer algum tipo de diálogo com Israel, cujo governo por sua vez mantém uma inflexível posição de força.
Israel desocupou apenas sete cidades da Cisjordânia (uma oitava foi desocupada parcialmente), correspondentes a 3% do território cisjordaniano; deste, 24% encontram-se sob controle misto israelense-palestino e 74% permanecem inteiramente ocupados. Em termos demográficos, 29% dos palestinos estão sob a jurisdição exclusiva da Autoridade Palestina. Quanto à Faixa de Gaza, cuja importância é consideravelmente menor, nela permanecem apenas as tropas israelenses que protegem os colonos judeus ali estabelecidos.
Os grandes obstáculos para a implementação do acordo firmado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat são:
b) A posição militarista e intransigente do governo Sharon.
c) O estatuto de Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam transformar em sua capital mas que já foi incorporada oficialmente ao território israelense, dentro do conceito de que a cidade de Jerusalém “é a capital de Israel, una e indivisível”.
d) O problema dos 150 000 colonos existentes em Gaza e na Cisjordânia e que se recusam a deixar seus assentamentos.
e) A disputa pelos recursos hídricos do Rio Jordão, pois parte de seu curso (na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia) ficaria fora do controle de Israel.
f) O território palestino simplesmente não tem como absorver os quase 3 milhões de refugiados que habitavam terras do atual Estado de Israel e que continuam a viver, na maior parte, em precários campos de refugiados espalhados pelo mundo árabe – notadamente no Líbano.
A “Cidade Velha” .
A disputada “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, conta com locais sagrados de três religiões.
Os principais são:
- Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém;
- Mesquita da Rocha (foto acima), erigida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso;
- Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro dia.
domingo, 7 de março de 2010
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Real forte e crise derrubam exportações
De acordo com ele, a diminuição nas vendas externas do país tem acontecido por dois fatores: a recessão nas principais economias mundiais e o real cada vez mais valorizado frente ao dólar.
Como as transações com outros países são feitas em dólar, quando a cotação da moeda cai, o volume vendido ao exterior também se reduz. Além disso, com a recessão, muitos países diminuíram sua demanda por produtos industrializados.
Dados do Derex divulgados nesta terça-feira apontam que a participação das exportações no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caíram de 22,9% no segundo trimestre para 21,3% no terceiro, enquanto as importações subiram de 18,1% para 19%. No terceiro trimestre do ano passado os coeficientes eram de 22,5% e 21,3%, respectivamente.
Giannetti afirmou que o câmbio valorizado é ruim para a indústria do país porque, além de reduzir o volume das exportações, aumenta a compra de produtos importados, que ficam mais baratos, reduzindo a competitividade brasileira. "Os números preocupam e exigem um esforço coletivo", disse.
Segundo ele, se o câmbio continuar nesses patamares, em 2011 o Brasil voltará a ter deficit comercial. Para o diretor do Derex, o patamar equilibrado para a taxa seria entre R$ 2,00 e R$ 2,20.
Ele defendeu uma intervenção maior do governo no câmbio, afirmando que a taxação de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital estrangeiro é apenas uma "pincelada". Para Giannetti, a alíquota deveria ficar entre 7% e 10% e ser acompanha de outras medidas para combater a especulação no mercado brasileiro.
"O mercado financeiro é quem pressiona o câmbio. O Brasil é neste momento um palco extremamente atrativo para investimentos", afirmou. Ele ressaltou, porém, que estes investimentos tem de ser de qualidade. "Investimentos em renda fixa não interessam ao Brasil, não agregam nada", disse.
Giannetti afirmou que o saldo comercial brasileiro --diferente as exportações e as importações-- deve ficar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões em 2010, muito abaixo do esperado para este ano, de US$ 25,2 bilhões, segundo o último boletim Focus, do Banco Central.
Com essa queda, segundo ele, o Brasil deixaria de crescer entre 1,5% e 2% no ano. "Estão dizendo que nós vamos crescer 5% em 2010. E isso é bom. Mas poderia ser 7%", disse.
crise alimentar mundial
“Jamais houve tantos alimentos no mundo como hoje. O que existe, na verdade, são duas coisas: uma certa elevação dos preços por causa das secas e da redução da produção de alguns produtos, e uma elevação dos preços em função do aumento do petróleo, que interfere no transporte e nas máquinas agrícolas. É um mito de que houve uma crise alimentar por falta de alimentos”.
A elevação dos preços das commodities agrícolas começou em 2007 e a imprensa passou a denominar esse processo de elevação dos preços de crise alimentar.
“Na verdade, não houve uma crise alimentar, mas o que aconteceu nos últimos anos foi um aumento jamais visto da produção.”
Entre as conseqüências da demanda mundial de alimentos e dos seus preços é o surgimento de um número maior de famintos, nos lugares mais pobres do mundo, como a África.Segundo a ONU, o mundo está chegando perto de 1 bilhão de famintos. “Uma contradição curiosa e muito explorada nos vestibulares é esse fato de jamais ter tido tantos alimentos no mundo e, ao mesmo tempo, haver aumento do número de famintos. Isso decorre de uma situação econômica. O poder aquisitivo da população no mundo pobre é baixo. Quem tem dinheiro compra, quem não tem passa fome.”
Brasil - Itaipu, previsão de menos temporal
Após o blecaute que atingiu 18 Estados do Brasil há uma semana, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) anunciou que a usina hidrelétrica de Itaipu deve gerar menos energia em dias de tempestades.
De acordo com a reportagem, a medida já foi adotada no último fim de semana, e visa evitar cortes de carga.
Apesar de a estratégia reafirmar a hipótese de o blecaute ter sido causado pelo fato de Itaipu estar gerando energia demais, a ONS afirma que a geração estava dentro do limite de segurança, e o fato não está relacionado com o apagão.
Paralisação de energia
Em relatório enviado pela hidrelétrica de Itaipu ao Ministério Público Federal nesta segunda-feira (16), a usina diz que houve uma paralisação de 25 minutos na transmissão de energia na tarde de terça-feira (10), dia do blecaute que deixou 18 Estados sem energia.
Segundo a rádio CBN, no documento Itaipu afirma que "às 13h31 houve o desligamento automático da linha de 76,5 kV Ituberá-Tijuco Preto 2, supostamente causado por descarga atmosférica, sendo ligado às 13h56 após análise das proteções atuadas".
O procurador Marcelo Ribeiro, responsável pelo caso, afirmou à rádio que ainda é cedo para relacionar o problema da tarde com o apagão. "Em 72 horas já mudaram as versões. Antes era só um problema climático, agora é um problema climático associado a um curto. Eu preciso saber em que natureza foi esse curto, o que gerou esse curto", disse.
Nesta segunda, o Ministério de Minas e Energia afirmou, em nota, que um curto-circuito foi o motivo do blecaute. Ele teria derrubado três linhas de alta tensão e foi o responsável pelo desligamento de Itaipu. Com a perda da usina, segundo a nota, outras usinas foram desligadas por questões de segurança.
De acordo com o governo, foram desligados 28,8 mil MW (megawatts) de carga no SIN (Sistema Interligado Nacional) nesses 18 Estados, o equivalente ao dobro da potência instalada de Itaipu. No Paraguai, houve interrupção de 980 MW de carga.
O problema começou às 22h13, quando ocorreu perturbação geral, envolvendo diretamente a região Sudeste e Centro-Oeste, desencadeando desligamentos automáticos.
Os dados do operador apontam que às 22h29 a carga da região Sul já estava restabelecida, da região Centro-Oeste às 22h50 e da região Nordeste às 22h55. Às 23h50 foi restabelecida a carga de Minas Gerais.
O restabelecimento gradativo de energia em São Paulo começou à 0h04 e no Rio de Janeiro e Espírito Santo à 0h40. À 1h44 foi restabelecido o SIN. Mas o problema todo foi sanado às 3h15 de quarta-feira (11).
Oriente Médio - Israel , bloqueio de Gaza
Nações Unidas, 16 novembro de 2009 (EFE)
"O Governo de Israel deveria permitir o acesso a Gaza de assistência humanitária e bens não humanitários necessários para a reconstrução de propriedades e infraestrutura", assegurou Ban em um relatório à Assembleia Geral da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.
A ofensiva militar israelense contra o Hamas em dezembro e janeiro passados, unido ao fechamento dos pontos fronteiriços, causaram uma grave crise na prestação de serviços públicos básicos, como a disponibilidade de água potável, segundo o secretário-geral.
Ban Ki-moon lembrou que o Exército israelense impede a passagem de quase todos os materiais que não sejam alimentos, remédios e certos aparatos industriais ou elétricos.
"Estas duras restrições, junto a uma quase total proibição das exportações, teve um efeito devastador na economia de Gaza. O bloqueio também dificultou severamente o exercício dos direitos econômicos, sociais, culturais, assim como políticos e civis", afirmou.
O relatório também recolhe as denúncias de adolescentes palestinos que asseguram haver sido maltratados a mãos de soldados israelenses enquanto estavam detidos.
Ban lembrou que todas as partes neste conflito devem respeitar escrupulosamente suas obrigações de acordo ao direito internacional humanitário e aos direitos humanos.
Também instou a Israel a pôr fim aos desalojamentos e demolições de imóveis palestinos em Jerusalém Oriental e outros pontos da Cisjordânia até que se aplique o regulamento urbanístico de uma maneira "não discriminatória".
"Às vítimas dos desalojamentos se lhes deve dar a possibilidade de receber compensações e se devem pôr fim imediatamente às demolições punitivas", acrescentou.
Só entre janeiro e julho passados, um total de 194 pessoas foram expulsas de suas casas em Jerusalém Oriental por causa da demolição de seus lares, segundo o documento.
Além disso, a ONU calcula que há outras 1.500 ordens de demolição das autoridades israelenses pendentes e prestes a serem executadas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
LUCRATIVIDADE DA PETROBRAS ?
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 26% frente ao que havia sido verificado de julho a setembro de 2008.
"Nossos resultados neste terceiro trimestre foram sustentados, principalmente, pelo crescimento da produção de petróleo e derivados, frente a um cenário de redução de preços no mercado interno", disse o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em comunicado ao mercado. Ele lembrou ainda que o lucro sem efeitos extraordinários recuou 13% sobre o terceiro trimestre de 2008 --menos que a queda de 18% no preço médio de venda de derivados. O item extraordinário citado por Gabrielli é um pagamento de R$ 2,1 bilhões de cobrança adicional de participação especial do Campo de Marlim decorrente do acordo com a ANP. No acumulado de janeiro a setembro, a estatal lucrou R$ 20,853 bilhões, redução de 22% em relação ao volume constatado em igual período no ano passado. A receita líquida atingiu R$ 47,877 bilhões, um decréscimo de 20% na comparação com o resultado no terceiro trimestre de 2008. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 13,993 bilhões, 8% abaixo do apurado de julho a setembro do ano passado. As despesas operacionais subiram 11%, totalizando R$ 8,615 bilhões no terceiro trimestre. A produção total da estatal petrolífera atingiu 2,534 milhões de boe (barris de óleo equivalente), o que significa um aumento de 4% sobre o mesmo período do ano passado e de 0,4% sobre o segundo trimestre. Os investimentos da Petrobras atingiram R$ 50,68 bilhões no acumulado deste ano, 49% acima do mesmo período do ano passado.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Governo reduz percentual da União no pré-sal e fecha acordo com Estados produtores
Para o governador do Rio, Sérgio Cabral, o percentual conquistado não é o ideal, mas classificou como o "possível" e que não significará perda de renda ao Estado. "É um jogo de alguma maneira que todos ganham ou perdem. É o jogo da democracia", afirmou Cabral. Já o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, acredita que foi construída uma ponte que equilibra a partilha dos royalties.
APAGÃO DE QUINZE ESTADOS BRASILEIROS
Em nota divulgada na madrugada desta quarta-feira (11), a Itaipu Binacional afirma que o apagão não teve origem na usina. De acordo com a empresa, a apagão que afetou cidades em 15 Estados do país foi gerada por uma pane no sistema elétrico interligado brasileiro.
"Por efeito dominó, inclusive o sistema paraguaio teve o fornecimento de energia interrompido. A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó", diz a nota. Apagão em vários Estados do país deixaram cidades no escuro, como Santos, no litoral paulista .
"Imediatamente após o blecaute, a usina de Itaipu estava com suas máquinas ligadas, girando no vazio, porém, sem possibilidade de transmitir energia, pois as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas", diz ainda a nota. "Itaipu, à 1h do dia 11 de novembro de 2009, aguarda o restabelecimento do sistema interligado para dar início ao fornecimento de energia", finaliza a empresa. O abastecimento de energia começa a voltar em alguns Estados. Um blecaute atingiu várias cidades das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou durante entrevista coletiva em Brasília que o apagão tinha acontecido devido a problemas na usina hidrelétrica de Itaipu. O ministro também negou que o incidente tenha sido causado por um hacker. No último domingo (8), o programa "60 minutes", da rede americana CBS, exibiu uma reportagem dizendo que dois apagões nos últimos quatro anos no Brasil foram causados por ataques de hackers a os sistemas de controle do sistema energético brasileiro. Para Lobão, a culpa do atual blecaute é do mau tempo. "Questões atmosféricas, tempestades de grande intensidade, podem ter contribuído para desligar a linhas de Itaipu. Por consequência, pelo regime interligado, outras linhas saem de funcionamento", disse. Segundo o ministério, foram afetadas cidades em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Porém, houve falta de energia também no Mato Grosso e Pernambuco. O Paraguai, que faz fronteira com o Brasil, igualmente teve problemas de abastecimento. Por volta das 2h20 o abastecimento foi cortado em Maceió (AL), mas ainda não há informações se o corte tem relação com o apagão no resto do país. Lobão disse ainda que o abastecimento deve ser normalizado nesta madrugada, mas que a causa real do problema só será conhecida durante a quarta-feira. "Nossa preocupação agora é restabelecer a energia. Não é encontrar a razão do corte, que deve ter sido por fatores atmosféricos. Não tem nada a ver com o apagão de 2001", afirmou o ministro.O presidente da hidrelétrica Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou em entrevista coletiva que houve avarias em uma ou duas linhas da usina. "Estamos trabalhando com todas as unidades geradoras trabalhando em vazio. Não tem nenhum problema na energia. No ponto de vista de geração não ocorreu problema. São cinco linhas que unem Itaipu ao grande centro, cujas linhas vão para São Paulo, neste processo deve ter ocorrido um grande vendaval, que fez com que uma ou duas linhas tivessem avarias", disse. Samek mostrou que não havia precisão sobre o tamanho do problema. "Torço para que sejam no máximo duas linhas [com problema]. Quando uma delas tem avaria, desliga-se o sistema para que a gente possa recompor isso. Tivemos um temporal enorme aqui em Foz do Iguaçu, árvores foram arrancadas, mas ainda não tenho a exatidão de onde ocorreu o problema", afirmou. Segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema), foram perdidos 17 mil MW de potência, o que equivale à potência geral do Estado de São Paulo.
Confusão nas ruas
Na cidade de São Paulo, várias regiões registram falta de energia elétrica. Relatos de moradores apontam falta de luz na capital, no ABC paulista, no interior e no litoral do Estado. Em nota oficial, a Eletropaulo informa que não há previsão para o restabelecimento do fornecimento de energia.
O metrô de São Paulo interrompeu o funcionamento e filas se formaram em algumas estações do metrô, como Tiradentes, Armênia e Luz. Pessoas se aglomeram na estação Barra Funda, na zona oeste, onde o policiamento foi reforçado. De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, só estão com energia na capital paulista os locais onde há geradores. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, não há registro de ocorrências na cidade, mas a corporação recomenda que os moradores evitem sair às ruas. A PM nega onda de saques no comércio e diz que situação é normal. O Corpo de Bombeiros registrou, apenas na capital, 27 casos de pessoas presas em elevadores.
"Estava um caos para pegar ônibus, pois está sem metrô. Estava parecendo seis horas da tarde. A cidade está totalmente escura, sem semáforos, na rua só vemos a luz das velas nas casas. Não tinha nem táxi na rua, está todo mundo preso em casa", conta o jornalista Rodrigo Araújo, que estava na av. Paulista no momento do apagão. O metrô paulistano parou e alguns passageiros ficaram presos nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Todas as seis linhas da CPTM voltaram a operar antes das 4 horas desta quarta-feira (11).
Houve interrupção parcial de telefones fixos e celulares em algumas regiões atingidas pelo apagão.No Rio de Janeiro, o problema prejudica a circulação de veículos nas principais vias da cidade, como a Linha Amarela, avenida Brasil e a ponte Rio-Niterói, devido à falta de funcionamento da sinalização. O governador do Rio, Sérgio Cabral, que está em Brasília, disse que vai solicitar alerta máximo a Guarda Municipal na capital fluminense. Também o Bope, o grupo de elite da PM, foi colocado em alerta. Segundo Cabral, a medida é preventiva porque, apesar da falta de energia, a situação na cidade é tranquila. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a energia começou a ser restabelecida por volta das 23h. Na cidade, três pessas ficaram presas em elevadores e uma caiu em um córrego e machucou o braço. As universidade dispensaram os alunos e o trânsitio ficou complicado. No Recife, por volta das 21h, parte do bairro dos Aflitos, Espinheiro, Graças, um trecho da avenida Norte ficaram no escuro. Olinda também foi afetada pela queda de energia. Ainda no Grande Recife, São Lourenço da Mata e Aldeia, em Camaragibe, enfrentaram problemas. Segundo o jornal paraguaio "La Nación", o fornecimento de energia elétrica ficou interrompido no país por cerca de 30 minutos entre 21h13 e 21h43 (horário local), mas já está normalizado.






